Premium "Houve má-fé e vontade de prejudicar na investigação dos Vistos Gold "

Manuel Palos foi absolvido de todos os crimes de que era acusado - um de corrupção passiva e dois de prevaricação. Sobre ele o tribunal disse não ter "quaisquer dúvidas" de que "tudo fez de acordo com os procedimentos do SEF".

Como descreve estes últimos quatro anos, desde que foi detido em novembro de 2014?
Foram quatro anos de pesadelo que ainda hoje não percebi porque aconteceram. O próprio tribunal reflete isso quando diz que não tem quaisquer dúvidas de que não cometi nenhum crime. Passados estes anos, não sei porque fui detido, não sei o quê ou quem esteve por detrás. É tudo tão hilariante, que não faz sentido nenhum. Primeiro fui acusado de corrupção por ter recebido duas garrafas de vinho [Pêra-Manca] em troca de favores a um empresário. Depois, quando o próprio MP recuou nessa presunção, optou por alegar que tinha acedido aos favores pedidos pelo ministro para me manter no cargo. Ora, toda a gente que me conhece, que trabalha comigo, sabe que isso não tinha qualquer sentido. Estava a meio do meu terceiro mandato e não iria fazer outro. Era público que queria sair e tinha vários convites internacionais. Estava há 14 anos na direção do SEF.

E que explicação pode haver para o que aconteceu?
Numa primeira análise, tendo em conta a quantidade de erros grosseiros em relação aos factos que me eram imputados e que o próprio tribunal assinalou, diria que foi incompetência. O problema é que a incompetência quando é demais já é má-fé. E por isso acho que houve mesmo má-fé e vontade de me prejudicar.

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