O setor do turismo está a responder com recetividade ao apelo do Governo que, através do Turismo de Portugal (TdP), lançou ontem o programa “Turismo Acolhe”, uma medida excecional de emergência destinada a assegurar alojamento temporário às populações que ficaram privadas de condições de habitabilidade nas suas residências principais, bem como aos trabalhadores de entidades públicas destacados para as ações de reconstrução.Anunciado há apenas um dia, o programa conta já com 25 hotéis e unidades de alojamento local (AL) e a perspetiva é a de que este número venha a aumentar nos próximos dias. “Tem sido incrível a rapidez e a prontidão com que os hoteleiros têm respondido e em apenas 24 horas a lista de unidades disponíveis quase duplicou”, disse esta quarta-feira, 11, o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).À margem do 35º congresso anual da associação, que decorre no Porto, Bernardo Trindade afiançou que a expectativa é a de que mais hotéis se inscrevam na iniciativa, a avaliar pelos contatos que tem travado com os cerca de mil associados da AHP.O programa, de adesão voluntária por parte dos empresários, surge no âmbito do estado de calamidade, com o intuito de responder à necessidade urgente de soluções de alojamento nos 69 concelhos abrangidos. Esta medida permite que quem não dispuser de condições de habitabilidade na sua residência, por via dos danos causados pela tempestade Kristin, seja alojado nestas unidades, temporariamente, sem custos.“O TdP assume, perante as empresas aderentes e caso estas o solicitem, o custo que para as mesmas resulta da disponibilização do alojamento, com pequeno-almoço incluído, correspondente, no máximo, a 60,00 euros por noite e por unidade de alojamento ocupada ou, se menor, ao valor que resulte de uma redução de 10 % sobre a melhor tarifa praticada pela empresa aderente no estabelecimento em apreço no momento do check in”, esclarece o organismo público.Este instrumento é ainda alargado aos trabalhadores de entidades públicas e associações que sejam deslocados para as regiões afetadas, para colaborar nos trabalhos e implementar medidas destinadas a responder à situação de calamidade.Podem beneficiar do “Turismo Acolhe” pessoas com residência principal num dos concelhos abrangidos pelo estado de calamidade, cuja necessidade de alojamento temporário seja comprovada por declaração emitida pela respetiva câmara municipal e trabalhadores de entidades públicas e associações destacados para os trabalhos de reconstrução, nos concelhos em causa, desde que as despesas não estejam cobertas pelas respetivas entidades, circunstância demonstrada por declaração emitida pelo TdP mediante indicação daquelas entidades..Hotelaria está a avaliar prejuízos.São muitos os prejuízos que as intempéries, que assolaram o país nas últimas semanas, provocaram nos vários negócios. Do lado da hotelaria o levantamento está ainda a ser feito."Estamos a realizar um inquérito junto dos nossos associados para averiguar o tipo de danos que sofreram e fazer um diagnóstico das necessidades. Não é possível, para já, quantificar os prejuízos, até porque as tempestades ainda não terminaram e ainda é cedo para fazer este tipo de avaliações", justificou a vice-presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira. .“Os danos são nacionais”: AHRESP quer apoios rápidos e para todas as empresas, não só nas zonas afetadas