A China prometeu esta terça-feira, 20, adotar medidas "fortes" para estimular o consumo interno até 2030, numa altura em que este permanece frágil, afetado nos últimos anos pelas dificuldades no setor imobiliário e por pressões demográficas."A economia enfrenta atualmente um desequilíbrio entre uma oferta robusta e uma procura fraca", admitiu Wang Changlin, vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), o principal órgão de planeamento económico da China, em conferência de imprensa.A comissão vai elaborar um "plano de implementação da estratégia de expansão da procura interna para 2026-2030. O objetivo é criar nova procura através de uma nova oferta e introduzir medidas fortes e inovadoras", sublinhou o responsável.Impulsionada por exportações recorde, a segunda maior economia mundial registou um crescimento de 5% em 2025, segundo dados oficiais divulgados na segunda-feira, cumprindo assim a meta anual fixada pelo Governo.Este crescimento, no entanto, esconde uma persistente falta de confiança por parte dos consumidores, que, segundo vários economistas, não dá sinais de recuperação no curto prazo.O novo plano quinquenal chinês para o período de 2026-2030, atualmente em fase de elaboração e cuja adoção está prevista para março, deverá incluir medidas para responder a esta situação.A crise da dívida no setor imobiliário, que provocou uma queda acentuada nos preços das habitações, afastou nos últimos anos muitos potenciais compradores, com impactos significativos em várias áreas da economia chinesa.A situação é agravada por fatores demográficos, com uma população a envelhecer e em declínio, o que limita as perspetivas de recuperação do consumo.Vários indicadores económicos recentes confirmam a dimensão do desafio enfrentado pelas autoridades chinesas.Em dezembro, as vendas a retalho aumentaram apenas 0,9% em termos homólogos, segundo dados oficiais divulgados na segunda-feira.Trata-se do ritmo mais fraco desde o final de 2022, altura em que a China começou a abandonar a sua rigorosa política de "covid zero", que travou significativamente a atividade económica..Produção industrial da China cresceu 5,9% em 2025, mas investimento recuou