Testes em massa a trabalhadores na Grande Lisboa já começaram

Primeiro-ministro já tinha revelado que as autoridades de saúde vão fazer "uma testagem em massa de trabalhadores de empresas de trabalho temporário"

A testagem em larga escala dos trabalhadores da Grande Lisboa, onde há vários focos de ressurgimento da infeção pelo coronavírus, já começou, anunciou este sábado o Ministério da Segurança Social.

"Inicia-se hoje [sábado] e decorrerá ao longo dos próximos dias uma operação coordenada de testagem de trabalhadores em empresas e locais de trabalho com fatores de risco na região da Grande Lisboa, no âmbito da estratégia traçada para prevenir e conter os riscos de contágio associados à covid-19", refere uma nota do ministério de Ana Mendes Godinho, enviadas às redações.

"O foco principal incidirá em zonas com mais casos identificados e, em particular, em empresas e locais de trabalho com casos diagnosticados ou com fatores de risco associados", acrescenta a mesma fonte oficial.

"A operação será conduzida num esforço conjunto das autoridades de saúde, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e do Instituto da Segurança Social (ISS)."

Na sexta-feira ao final da tarde, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que as autoridades de saúde vão fazer "uma testagem em massa de trabalhadores de empresas de trabalho temporário na região da Grande Lisboa, aquela que concentra a grande maioria de novos casos de covid-19, muitos deles detetados em zonas de logística como Azambuja e em alguns bairros da capital", escreveu ontem o Dinheiro Vivo.

A informação foi avançada na sexta-feira pelo primeiro-ministro após o Conselho de Ministros, num dia em que Portugal somou 350 novos casos de contágio pelo novo coronavírus, a quase totalidade na região de Lisboa e Vale do Tejo.

A Direção Geral de Saúde ainda está a investigar as cadeias de transmissão na origem dos diferentes focos de Lisboa e Vale do Tejo.

"Até agora, o que têm dito é que não tem a ver com problemas no local do trabalho mas fora do local de trabalho", disse o PM.

Na zona industrial de Azambuja, um primeiro foco inicial do surto teve origem numa unidade de abate de aves, a empresa Avipronto, com mais de 120 infetados. Seguiu-se, a Sonae MC (centro logístico do Modelo Continente), onde primeiro foram confirmados 11 casos, mas que na primeira semana evoluíram para os 175 casos conhecidos até agora.

* Com Maria Caetano

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