Sócios gerentes de agências de viagens sem condições para aceder a apoio do Turismo de Portugal

Associação de Sócios Gerentes das Agências de Viagens e Turismo alertou para as dificuldades colocadas pelas regras do microcrédito do Turismo de Portugal

A Associação de Sócios Gerentes das Agências de Viagens e Turismo (ASGAVT) alertou esta segunda-feira para as dificuldades colocadas pelas regras do microcrédito do Turismo de Portugal (TP), referindo que os associados não têm "condições de pagar".

"Não podemos aceitar simplesmente os 20% a fundo perdido do microcrédito do TP, nenhum de nós está em condições de começar a pagar todos os compromissos/créditos a que fomos forçados a aderir, trata-se de dívidas que não temos condições de pagar", afirmou a associação, em comunicado.

"Encerrados e sem qualquer perspetiva de futuro batemo-nos por apoios que seriam a nossa única esperança de manter vivos os nossos pequenos negócios", salientou a associação, indicando que, "embora insuficientes, o programa Adaptar, o microcrédito do Turismo de Portugal, os financiamentos da banca com as linhas covid e o lay-off vieram a revelar-se absolutamente essenciais" para que uma grande parte destes empresários "chegasse até este momento sem entrar em insolvência e sem incumprir com os clientes que ainda têm os vouchers para serem reembolsados e que só agora começam a ser liquidados".

"Acreditamos que volvido tanto tempo ninguém esperava que as dificuldades se mantivessem tão vincadas", mas com o fim "em agosto último do apoio aos sócios-gerentes a situação agudiza-se de uma forma drástica e é urgente a tomada de decisões", alertou a entidade, que acredita ser "absolutamente fundamental que se renove o Apoiar Rendas, uma nova tranche do Apoiar para as empresas mais debilitadas e a continuidade do apoio aos sócios gerentes".

De acordo com a ASGAVT, estes empresários querem honrar os seus compromissos. "Não estamos em condições de nos comprometermos com a banca de novo, já que somos um setor de alto risco e desacreditado junto destes", sublinhou.

"Turismo não é apenas os bares e as discotecas, não fomos fechados por decreto, mas estamos impedidos de trabalhar devido às restrições continuamente a sofrerem alterações, o que originou inúmeros cancelamentos das poucas viagens que tínhamos. Exemplo disso foi o desastre que se revelou este réveillon", lamentou a associação, salientando que é "impossível transmitir tranquilidade e segurança aos clientes quando, para regressarem ao seu próprio país, têm de efetuar testes e assumir um custo que muitas vezes se torna incomportável para uma grande parte dos agregados familiares".

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