Pina Martins. "Há menos pessoas disponíveis para trabalhar"

O CEO da Science4You diz que "não podemos, por um lado, queixar-nos de que o desemprego é alto, e depois, por outro, reclamar que não há pessoas para trabalhar"

Quando o Natal se começa a aproximar, a empresa Science4You, de brinquedos educativos, fundada em 2007, tem de aumentar de forma exponencial a sua força de trabalho para conseguir dar resposta ao aumento da procura pelos seus brinquedos educativos. A empresa, que está a ter um ano de bons resultados, anunciou recentemente que vai receber um financiamento de dez milhões de euros do Banco Europeu de Investimento e até ???????ao final do ano espera contar com mais 550 trabalhadores para fábrica e lojas.

Como está a decorrer o recrutamento para o Natal neste ano ???????na Science4You? Já começou?

Sim, começou entre agosto e setembro. Estamos a falar de cerca de 350 postos de trabalho, só para a fábrica. Destes, cerca de 60% a 70% já estão preenchidos. Depois, nas lojas pop-up, serão mais umas 200 pessoas, espalhadas pelo país. Aqui, ainda só foram ocupados cerca de 30% a 40% dos empregos.

Há mais vagas disponíveis neste Natal ou é igual a 2016?

Há mais. Também crescemos nas vendas e o nosso crescimento de pessoas é sempre diretamente relacionado com isso.

Notam dificuldade em recrutar para esta altura, sobretudo neste ano?

É mais difícil do que era há dois ou três anos. Não há dúvidas, em relação a isso. Principalmente para a fábrica, mais do que para as lojas. Mas ainda não é nada de preocupante. É algo absolutamente normal para um país que está com uma taxa de desemprego menor.

Sentem essa tendência de descida do desemprego nos vossos recrutamentos?

Sim. Há menos pessoas disponíveis para trabalhar e, por isso, é natural que as coisas às vezes se tornem um bocadinho mais difíceis. Mas não está em níveis alarmantes. Mesmo que esteja, acaba por ser algo positivo, no final do dia. Significa que o emprego no país está bom. Não podemos, por um lado, andar a queixar-nos de que o desemprego é alto, e depois, por outro, reclamar que não se encontram pessoas para trabalhar.

Quem preenche estas vagas, tendo já noção de que este é um emprego sazonal, com uma duração limitada?

No nosso caso, se falarmos na fábrica, há emprego de duração limitada, mas há uma parte muito significativa de pessoas que depois continuam. Ou seja, das que entram para o Natal, depois há 20% ou 30% que acabam por ficar. Por isso, são postos que são também uma oportunidade para emprego permanente.

E são nessas posições que têm sentido mais dificuldade?

Sem dúvida. Aqui é onde temos notado mais dificuldade a recrutar, porque para estas posições os candidatos têm de ser pessoas que têm de estar desempregadas. É um setor mais específico e vamos notando que nem sempre há assim tantas pessoas interessadas em trabalhar numa unidade industrial. Por outro lado, não têm garantias de que vão ficar mais tempo, há essa possibilidade, mas não é garantido.

E em relação às lojas?

Aqui há muitas pessoas que fazem part-time e por isso recebemos muitos estudantes. Não há tanta dificuldade em recrutar, até porque há uma maior rotatividade.

Qual é o peso do Natal nos vossos resultados?

O Natal - ou o último trimestre do ano - representa cerca de 50% a 60%.

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