Mais de 80 postos para vencer a ansiedade de quem tem carro elétrico

A Brisa é a gestora de autoestradas mais sustentável da Europa em 2021 e tem um plano ambicioso para os próximos dez anos. Reduzir as emissões de carbono em 60%, implementar um sistema de economia circular nas compras e fornecimentos e ter menos de 10 mortos ou feridos nas estradas até 2030 são alguns dos objetivos.

Apesar de estar prestes a completar 50 anos, no próximo ano, a Brisa não ficou parada no tempo. A mobilidade sustentável é incontornável e o CEO da empresa gestora de autoestradas, António Pires de Lima, assegura que o desafio da eletrificação está entre as prioridades.

"Integrámos no nosso modelo de negócio as alterações em curso, para sermos parceiros das autarquias neste desafio", explicou, na sessão de abertura do Portugal Mobi Summit, a decorrer em Cascais. "A Via Verde é um exemplo de um sistema que permite mobilidade intermodal, conectado, colaborativo e focado nas pessoas", apontou, recordando que o modelo permite "pagar portagens nas autoestradas, mas também serviços nas cidades", como o estacionamento em mais de 150 mil lugares de rua em cerca de 40 municípios.

Este ano, a empresa deverá completar a implementação do Via Verde Elétrica, que possibilita o carregamento de veículos em pontos rápidos e ultrarrápidos localizados nas autoestradas, mas também nas cidades. "Queremos vencer a ansiedade que se apropria dos que têm carros elétricos e nunca sabem quanta carga lhes resta até chegarem a um posto de carregamento", confessou Pires de Lima.

"Quando a rede estiver concluída, no final deste ano, teremos 82 novos postos, a distâncias não superiores a 80 km, capazes de responder a essas necessidades, e que não existem nas autoestradas concorrentes. Em dez minutos, o utilizador carrega a viatura e paga com a Via Verde Elétrica", resumiu.

Internacionalização e prémios

A afirmação da empresa portuguesa enquanto parceiro de mobilidade sustentável também já escalou a nível internacional. "A A-to-Be está a fornecer software e hardware a nove estados norte-americanos, a autarquias que precisam de ajuda para gerir os seus fluxos de tráfego", exemplificou o presidente executivo da Brisa.

O papel desempenhado pela Brisa a este nível tornou a valer, este ano, a distinção de "Gestora de Autoestradas Mais Sustentável da Europa", atribuída na sexta-feira passada no âmbito do GRESB 2021 - Global Real Estate Sustainability Benchmark, com uma "classificação global de 95 pontos em 100, acima do resultado geral da edição anterior", destacou Pires de Lima.

Compromissos para o futuro

Determinada a manter a posição de destaque na mobilidade sustentável e preparando as próximas décadas, a Brisa aprovou há dias o plano estratégico "Vision 2025", onde se incluem medidas que têm como horizonte 2025, mas também objetivos até 2045. "Vamos reduzir em 60% as emissões de carbono do tipo 1 e 2, com o objetivo de atingir a neutralidade carbónica em 2045", anunciou o CEO da gestora de autoestradas. "Temos feito um esforço para transformar a frota de veículos ligeiros para veículos 100% elétricos ou parcialmente elétricas. Entre 2010 e 2020, a Brisa já reduziu 39% as emissões de carbono", contou.

Assegurar a sustentabilidade do negócio ditou a decisão de "implementar um sistema de economia circular a 100%, nas compras e fornecimentos, até 2030", bem como um "novo modelo de gestão da biodiversidade e dos ecossistemas, em fase de lançamento".

António Pires de Lima recordou que a segurança também é prioritária para a Brisa: "Queremos reduzir em 50%, até 2030, os acidentes rodoviários com fatalidades graves ou mortos, com o objetivo de atingir zero". Na última década, revelou o CEO, "já se reduziram em 50% estas fatalidades" e atingir o objetivo agora traçado significará "menos de dez, o que será menos de um quarto dos registados em 2010".

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