Governo já admite empréstimo de urgência para a CP

Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, garante que transportadora "não vai ficar mal" e não vai ter dificuldades.

A CP poderá receber um empréstimo de urgência do Estado para resolver o problema de liquidez. O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, admitiu esta opção para a transportadora esta quarta-feira, na viagem de comboio entre Porto e Régua.

"A CP vai ficar com contrato de serviço público e balanço equilibrado. Mesmo que no curto prazo precisemos de recorrer a um empréstimo no curto prazo. A nossa solução não é colocar mais dívida" na empresa, assumiu o ministro das Infraestruturas e da Habitação em declarações aos jornalistas durante a viagem.

Desde março, por causa do novo coronavírus, a transportadora ferroviária está a perder 22 milhões de euros por mês devido à falta de receitas e à baixa procura, sobretudo nos serviços de longo curso. Para pagar os salários de março, abril e maio, a empresa teve de recorrer ao saldo de gerência para pagar os salários, como escreveu na semana passada o DN/Dinheiro Vivo.

Com um empréstimo do Estado à CP, a empresa recebe de imediato liquidez suficiente para suprir as despesas mais urgentes mas terá depois de devolver as verbas ao Tesouro português. Fora de vista está o cenário de uma indemnização compensatória extraordinária.

Pedro Nuno Santos comparou mesmo a situação da CP com a da TAP, que também deverá receber um apoio de emergência. "Seria inaudito que o país fizesse um esforço tão grande para auxiliar a TAP e não o fizesse para ajudar a CP. Enquanto ministro das Infraestruturas e da Habitação, nem sequer me passa pela cabeça que o Estado português, que vai fazer um esforço brutal para auxiliar a sua companhia aérea não fizesse o mesmo com a CP. O serviço que a CP faz aos portugueses é da máxima importância e crítico para o desenvolvimento do país."

Diogo Ferreira Nunes é jornalista do Dinheiro Vivo

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