Galp suspende produção de combustíveis na Refinaria de Matosinhos

Medida deve-se aos impactos provocados pela pandemia, mas não terá impacto a nível dos colaboradores. Empresa não indica até quando se manterá esta suspensão, mas os sindicatos falam em três meses

A Galp suspendeu a produção de combustíveis na Refinaria de Matosinhos, devido às condições no mercado nacional e internacional, "em grande parte decorrentes dos impactos provocados pela pandemia". Segundo a empresa, este é um "ajustamento operacional planeado" do seu sistema refinador.

Segundo fonte oficial da Galp, a suspensão temporária, que está em vigor desde 10 de outubro, refere-se, apenas, à produção de combustíveis, "sem impacto" nos colaboradores afetos a essa atividade. "As demais atividades de produção de óleos base e de aromáticos da Refinaria de Matosinhos continuarão com o seu funcionamento normal", sublinha, sem indicar por quanto tempo se estenderá a suspensão da atividade de combustíveis. Mas o jornal Público cita fonte sindical, que assegura que a informação dada aos trabalhadores é de que os trabalhos estarão suspensos até janeiro. Recorde-se que, em abril, a Galp fechou as duas refinarias, Sines e Matosinhos, um processo que se manteve durante quase três meses.

A empresa liderada por Carlos Gomes da Silva garante, no entanto, que o abastecimento ao mercado está assegurado. Os stocks existentes em Matosinhos e a produção em Sines garantem um "nível adequado de produtos para satisfazer as necessidades" dos consumidores nacionais, garante a petrolífera, sublinhando que a Galp "monitoriza diariamente as condições de mercado" e "adequa os planos operacionais em função da sua evolução, garantindo a sustentabilidade das suas atividades e o abastecimento dos seus clientes".

Na segunda-feira, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a empresa dava conta de uma quebra de 30% nas vendas de produtos petrolíferos no terceiro trimestre do ano, face ao período homólogo, embora, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a Galp destaque uma subida de 32%, que reflete "uma recuperação da procura em todos os segmentos". A verdade é que o segundo semestre foi duramente afetado pelo estado de emergência.

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