Francisco Calheiros: "O turismo, um dos motores da economia, foi praticamente excluído do PRR"

Francisco Calheiros é o presidente da Confederação do Turismo de Portugal.

Dia 30 há eleições legislativas. Como convencer um abstencionista a ir votar?
A melhor forma de convencer os portugueses a votar é a apresentação de medidas e de reformas estratégicas para o país e que os portugueses sintam serem soluções para a melhoria do seu dia-a-dia. Uma campanha que promova as várias propostas dos partidos sobre temas essenciais que mexem com a vida das pessoas e uma campanha eleitoral com menos luta política, levará mais pessoas às urnas.

Qual a primeira medida na sua área que o governo deveria tomar?
Implementar na prática os apoios à capitalização das empresas para fazer face às consequências da pandemia. Apoios que foram aprovados há já quase dois anos, mas não saíram do papel.

E qual a primeira medida para o país, em geral?
A redução da carga fiscal e medidas que solucionem os aumentos constantes da eletricidade e dos combustíveis, que estão a ser muito negativos para as empresas e para as pessoas.

Na sua opinião o que seria melhor para Portugal: um governo de maioria absoluta ou de coligação entre vários partidos?
O melhor para o país é que exista estabilidade governativa depois das eleições do dia 30 de janeiro.

Fiscalidade: o novo governo deve baixar primeiro os impostos às famílias ou às empresas? Qual das soluções trará mais rápido crescimento ao país?
No momento atual do país e da economia, penso que é prioritária a redução da carga fiscal para as empresas puderem voltar a investir, criar empregos e aumentar salários.

O PRR pode mudar o país? Qual a sua expectativa em relação à execução do PRR durante esta legislatura?
​​​​​​​Estou numa posição de esperar para ver. Mas veja-se como por exemplo o turismo, uma das atividades motoras da economia do país, foi praticamente excluído do PRR.

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