Easyjet vai cortar até 4500 empregos devido à pandemia

O corte, devido aos efeitos da pandemia, vai atingir 30 por cento dos trabalhadores a nível mundial.

A Easyjet anunciou esta quinta-feira o plano para cortar até 4.500 empregos - 30% da sua força de trabalho global, avança o Guardian.

O setor de viagens continua a ser dos mais atingidos pela pandemia de covid-19.

A companhia aérea low-cost já tinha anunciado que iria retomar os voos a 15 de junho, mas não espera que o regresso volte aos níveis pré-pandemia antes de 2023.

"Sabemos que estes são tempos muito difíceis e estamos a ter de considerar decisões muito difíceis que terão impacto nos nossos trabalhadores, mas queremos proteger o maior número possível de empregos a longo prazo", disse Johan Lundgren, o principal executivo da empresa.

"Continuamos focados em fazer o que é certo para a empresa e para a sua saúde e sucesso a longo prazo, após a ação rápida que tomamos nos últimos três meses para enfrentar os desafios do vírus. Nesse cenário, planeamos reduzir o tamanho de nossa frota e otimizar a rede e as nossas bases", acrescentou.

Em abril, a EasyJet garantiu um empréstimo de 600 milhões de libras oriundas do fundo de emergência para o coronavírus do Tesouro e do Banco da Inglaterra do Reino Unido, depois do seu fundador e maior acionista, Sir Stelios Haji-Ioannou, ter alegado que ficaria sem dinheiro até ao final do ano.

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