Investimento público cresceu 20,6% em 2019, diz Centeno

O ministro das Finanças diz que este orçamento não é a "quinta-essência" é o "quinto" que apresentam à Assembleia da República.

O ministro das Finanças afirmou esta segunda-feira que o investimento da administração central cresceu 20,6% em 2019.

"Posso informar que já esta tarde ficaremos a saber que em 2019 o investimento público aumentou 20,6% na administração central", antecipando a divulgação da execução orçamental de dezembro de 2019 que é publicada pela Direção-Geral do Orçamento.

Mário Centeno indicou ainda que esse investimento foi feito com recurso aos impostos. " [Esse investimento] foi feito com um enorme esforço do investimento financiado diretamente por verbas do orçamento do Estado ou seja por impostos, são 35,6% mais 1046 milhões de euros do que em 2015″, assinalou o ministro das Finanças, na audição na Comissão de Orçamento e Finanças.

O titular da pasta das Finanças revelou que "em 2020 o investimento aumentará 21,7%, comparado com o ano 2015, são quase mais 900 milhões de euros", criticando os que apontam a falta de investimento com a não execução das verbas inicialmente inscritas nos orçamentos.

Equilíbrios para ficarem

O ministro das Finanças acredita que o saldo orçamental positivo ou em equilíbrio é para ficar para o futuro. "Estes equilíbrios vieram para ficar", assumiu Mário Centeno.

"Um Orçamento é um equilíbrio, ou como alguns pretendem a falta dele. Não é a quinta-essência da ciência orçamental. Mas é o quinto orçamento que apresentamos. E tem um equilíbrio. Um saldo positivo de 0,2% do PIB", afirmou Centeno.

O ministro falou dos "cento e um números de que é feito este orçamento", começou por assinalar na intervenção inicial para avisar que o processo orçamental não "é uma casa de apostas".

"Um momento de humor", sublinhou o deputado do PSD Duarte Pacheco. "É um orçamento que não passa de uma fraude política", disse o parlamentar, antes de dirigir perguntas ao Ministro das Finanças.

Dentro de uma semana, no próximo dia 03 de fevereiro, começa a discussão e votação na especialidade com a apreciação das propostas entregues pelos partidos com assento parlamentar. Nessa fase será feita a votação artigo a artigo, num processo que, habitualmente, demora várias horas, terminando com a votação final global que está agendada para sexta-feira, dia 06 de fevereiro.

O prazo para entrega das propostas de alteração termina esta segunda-feira às 18:00.

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