Acabou a era dos juros mínimos. Portugal já está a pagar mais pela nova dívida

Em 2021, a taxa de juro média ponderada subiu pela primeira vez em muito tempo. Continua baixa, em 0,6%, mas é o sinal de que os saldos do BCE acabaram. Eis a primeira grande barreira à maioria absoluta do PS: a subida dos juros.

Depois de anos a beneficiar da política de juros mínimos do Banco Central Europeu (BCE), que fez baixar a taxa de juro média ponderada anual da nova dívida emitida de um pico de 5,8% em 2011 (um valor incomportável que levou o País à bancarrota) para um mínimo de 0,5% em 2020, a República depara-se hoje com o fim dessa era de juros quase zero. Durou até 2020, indicam dados oficiais.

De acordo com números da agência que gere a dívida pública portuguesa (IGCP), que é tutelada pelo Ministério das Finanças, essa taxa de juro das novas emissões começou a subir. O aumento é ténue, mas sinaliza que o tempo dos juros ultrabaixos acabou.

O governo de maioria absoluta do PS, de António Costa, pode não ter grandes barreiras a legislar no Parlamento e deve conseguir aprovar o seu desejado Orçamento de Estado de 2022, que chumbou logo na votação na generalidade no final do ano passado. Mas vai deparar-se, certamente, com a barreira da subida das taxas de juro.

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