Vítor Pereira condenado a oito meses de prisão com pena suspensa

Treinador português na origem de incidentes que levaram a invasão de campo num jogo.

O treinador português Vítor Pereira foi condenado, por incentivo à violência, pelo Tribunal de Atenas a oito meses de prisão. Em causa os incidentes de fevereiro de 2015, quando era treinador do Olympiacos, numa visita ao terreno do rival Panathinaikos. O técnico português aproximou-se da claque rival e reagiu ao arremesso de objetos contra os jogadores da sua equipa com um gesto obsceno, o que levou os adeptos a atirarem tochas para o relvado e invadirem o terreno de jogo.

A partida foi depois retomada e o Panathinaikos venceu esse jogo, por 2-1, mas a Federação grega acabaria por castigar a equipa da casa com a retirada de três pontos, além de uma multa de 100 mil euros e o encerramento das bancadas por dois jogos.

Confrontado com isso, o treinador português respondeu: "Eu venho cá jogar, com a minha equipa, e não posso entrar no relvado, ver o estado do relvado e ver as balizas? Não posso ver como estão as coisas? O gesto [da alegada provocação] foi feito depois de ele entrar. Quando ele entrou, eu quis dizer-lhe que não tenho medo. Sabes porquê? Porque sou homem! Não tenho medo. Nem dele, nem de ninguém aqui."

O incidente levou mesmo à paragem dos campeonatos, por tempo indeterminado, por forma a colocar em marcha medidas para erradicar a violência nos estádios. Stavros Kondonís, ministro-adjunto dos Desportos da Grécia, anunciou que as primeiras medidas propostas passam pela adoção de bilhetes eletrónicos, para identificar os compradores e quem os utiliza nos estádios, a erradicação das claques dos clubes e a instalação de câmaras de videovigilância nos recintos.

Vítor Pereira, atual treinador do Shanghai SIPG, conquistaria nessa época o pentacampeonato para o Olympiacos.

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