Villas-Boas defende Álvaro de acusações de racismo de Neymar

Jogo entre Marselha e PSG terminou ao soco e continua a dar que falar.

André Villas-Boas, técnico do Marselha, defendeu o defesa espanhol Álvaro González, acusado de racismo por Neymar na derrota do Paris Saint-Germain contra os marselheses (1-0), lembrando que o brasileiro "já acusou outros" erradamente.

Depois dos incidentes no final dessa partida, que provocaram cinco expulsões, incluindo a do internacional brasileiro, que acusou o defesa de lhe chamar "macaco", o jogador espanhol foi alvo de ameaças de morte. "Estamos ao lado do jogador e à procura de apurar a verdade. Temos a certeza de que o Álvaro não é racista, o Marselha é um clube multicultural. (...) As ameaças de morte são verdade e já informámos a polícia, está nas mãos deles. Estas são as consequências da acusação", confirmou o técnico, nesta terça-feira, em conferência de imprensa.

No entanto, quando confrontado com as declarações do português, Tuchel, o técnico do PSG, disse que "não é uma coisa para o treinador" tratar.

Já a montagem de avançado francês Payet, que colocou a face de Neymar no corpo de um cão, publicada nas redes sociais, fez Villas-Boas "rir muito alto". Sobre a renovação com o clube francês, nem uma palavra: "Estou focado em acabar o campeonato e continuar a ganhar."

O Marselha é quinto classificado no campeonato, tendo jogado duas das três jornadas até aqui e vencido ambas as partidas, incluindo a de domingo, face aos campeões em título. O jogo, que deu a primeira vitória marselhesa contra os parisienses desde 2011, terminou com expulsões de Neymar - mas não de Álvaro -, de Kurzawa e de Paredes, no PSG, e de Amavi e Benedetto, nos marselheses, após cenas de confrontos físicos que duraram vários minutos.

O próprio Villas-Boas admitiu uma troca de palavras acesas com Tuchel, o técnico do PSG.

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