NBA já começa a pensar em cancelar a temporada

Aumento de número de casos de covid-19 nos Estados Unidos deixa comissários com pouca esperança no regresso da competição. As discussões já passam por saber como atenuar os graves prejuízos financeiros se a decisão for esta.

Desde que a NBA foi suspensa a 12 de março, depois de ser conhecido que Rudy Gobert, dos Utah Jazz, estava infetado, os responsáveis da maior e mais mediática competição de basquetebol do mundo começaram a estudar para poder em finalizar a competição. De encurtar os play-off, a jogar no verão, até concentrar todos os jogos na mesma cidade, tudo foi equacionado. Mas agora o cenário é diferente. Perante a pandemia de covid-19 e os milhares de casos que surgem diariamente nos Estados Unidos, o cenário é totalmente diferente. E as altas cúpulas da NBA já começam a estudar em cancelar de vez a competição.

A informação é de Brian Windhorst, jornalista da ESPN e especialista da NBA, que garante que nas últimas reuniões entre altos quadros da modalidade e o sindicato dos jogadores o tema das conversas não tem sido como reiniciar a competição, mas sim a melhor forma de a cancelar com o menos impacto possível, sobretudo a nível financeiro. Os prejuízos atuais já ascendem a muitos milhões de dólares, mas a interrupção definitiva podia multiplicar os prejuízos, devido à ausência de receitas televisivas, de patrocinadores e de bilheteira.

A NBA olha agora para o exemplo da China, o gigante asiático onde começou a pandemia de covid-19. Nas últimas semanas, o país começou a voltar à normalidade, mas as competições de basquetebol continuam paradas, apesar das várias pressões que existiram para a CBA fosse retomada em abril, a competição foi novamente adiada para maio.

No melhor dos cenários, e seguindo o exemplo do que se está a passar na China, a NBA poderia eventualmente regressar em finais de junho, o que obrigatoriamente faria com que a maioria dos jogos se desenrolasse durante o verão. Isto seria na visão mais otimista, porque neste momento os Estados Unidos são o país mais afetado do mundo, com mais de 300.000 infetados e com mais de 8000 mortes registadas.

Ou seja, as previsões não são nada animadoras para o futuro da NBA e dos desportos em geral nos Estados Unidos. E inclusivamente já houve até uma reunião neste sábado entre o presidente Donald Trump e os principais comissários das diversas ligas profissionais do desporto norte-americano. Mas pouco se soube das conclusões da reunião, apenas que Trump elogiou a forma como a maioria dos comissários estão a tratar do assunto e que encorajou os chefes a darem todo o apoio aos atletas.

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