Show de basquetebol em Charlotte. Team LeBron vence Jogo das Estrelas

Os mais eletrizantes jogadores de basquetebol de planeta protagonizaram vários lances espetaculares durante o 68.º All Star. Equipa de Antetokounmpo começou melhor, mas perdeu o jogo, muito por culpa de Kevin Durant, o melhor da noite

A noite de festa, espetáculo e homenagem do 68.º All Star (Jogo das Estrelas) da NBA, que se realizou em Charlotte, terminou com a vitória da equipa liderada por LeBron James sobre a de Giannis Antetokounmpo, por 178-164. Kevin Durant, dos Golden State Warriors, foi eleito o melhor jogador da noite.

Como vem sendo costume, o jogo entre as melhores basquetebolistas do planeta começou num ritmo moderado, com os atletas a darem-se pouco à defesa do seu cesto, mas muito à procura de espetáculo na tabela adversária. Em poucos minutos, no entanto, ficou expresso no resultado o maior acerto da TeamAntetokounmpo, muito às custas do jovem grego, que liderava por 12 pontos a meio do 1.º período.

E se Giannis somava pontos perto do cesto, Khris Middleton, colega de equipa nos Milwaukee Bucks, ia somando pontos de rajada atrás da linha do três pontos. Já no segundo período, e de entre vários momentos passíveis de recordação, fica um afundanço após uma volta de 360 graus de Paul George, seguido de uma jogada disputada muito longe do chão, quando Antetokounmpo voou bem alto para transformar em pontos um passe de Steph Curry.

Ainda na primeira parte, apareceram em campo as veteranas exceções do All Star deste ano, Dirk Nowitzki e Dwayne Wade. O alemão dos Dallas Mavericks, que muito provavelmente está na última temporada da carreira, somou a 14,ª aparição entre as estrelas da Liga norte-americana de basquetebol. Wade, aos 37 anos, participou pela 13.ª vez, sendo certo que vai a caminho dos últimos jogos da carreira, ao serviço dos "seus" Miami Heat.

E mesmo com o show de J. Cole em pleno campo durante o intervalo, a Team LeBron focou-se mais em aprumar a intensidade defensiva na segunda parte, o que juntamente com um maior acerto (grande ajuda de Klay Thompson, 20 pontos, Kawhi Leonard, 19, e Damian Lillard,18), os devolveu ao jogo na luta pela vitória, chegando ao empate a três minutos do final do terceiro período.

Até ao fim, o jogo seguiu a tendência que se verificava e a equipa liderada e escolhida por LeBron James, que somou 19 pontos, 8 ressaltos e 4 assistências, venceu o jogo, com Kevin Durant a justificar o prémio de MVP (jogador mais valioso) no final do encontro, com 31 pontos e 7 ressaltos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

Conhecem a última anedota do Brexit?

Quando uma anedota é uma anedota merece ser tratada como piada. E se a tal anedota ocupa um importante cargo histórico não pode ser levada a sério lá porque anda com sapatos de tigresa. Então, se a sua morada oficial é em Downing Street, o nome da rua - "Downing", que traduzido diz "cai, desaba, vai para o galheiro..." - vale como atual e certeira análise política. Tal endereço, tal país. Também o número da porta de Downing Street, o "10", serve hoje para fazer interpretações políticas. Se o algarismo 1 é pela função, mora lá a primeira-ministra, o algarismo 0 qualifica a atual inquilina. Para ser mais exato: apesar de ela ser conservadora, trata-se de um zero à esquerda. Resumindo, o que dizer de uma poderosa governante que se expõe ao desprezo quotidiano do carteiro?

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A escolha de uma liberdade

A projeção pública da nossa atividade, sobretudo quando, como é o caso da política profissional, essa atividade é, ela própria, pública e publicamente financiada, envolve uma certa perda de liberdade com que nunca me senti confortável. Não se trata apenas da exposição, que o tempo mediático, por ser mais veloz do que o tempo real das horas e dos dias, alargou para além da justíssima sindicância. E a velocidade desse tempo, que chega a substituir o tempo real porque respondemos e reagimos ao que se diz que é, e não ao que é, não vai abrandar, como também se não vai atenuar a inversão do ónus da prova em que a política vive.

Premium

Marisa Matias

Penalizações antecipadas

Um estudo da OCDE publicado nesta semana mostra que Portugal é dos países que mais penalizam quem se reforma antecipadamente e menos beneficia quem trabalha mais anos do que deve. A atual idade de reforma é de 66 anos e cinco meses. Se se sair do mercado de trabalho antes do previsto, o corte é de 36% se for um ano e de 45%, se forem três anos. Ou seja, em três anos é possível perder quase metade do rendimento para o qual se trabalhou uma vida. As penalizações são injustas para quem passou, literalmente, a vida toda a trabalhar e não tem como vislumbrar a possibilidade de deixar de fazê-lo.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

O planeta dos sustentáveis 

Ao ambiente e ao planeta já não basta a simples manifestação da amizade e da esperança. Devemos-lhes a prática do respeito. Esta é, basicamente, a mensagem da jovem e global ativista Greta Thunberg. É uma mensagem positiva e inesperada. Positiva, porque em matéria de respeito pelo ambiente, demonstra que já chegámos à consciencialização urgente de que a ação já está atrasada em relação à emergência de catástrofes como a de Moçambique. Inesperada (ao ponto do embaraço para todos), pela constatação de que foi a nossa juventude, de facto e pela onda da sua ação, a globalizar a oportunidade para operacionalizar a esperança.