Paços abate Académica, que acaba com Hugo Almeida na baliza

Um golo de Uilton aos 9' chegou para o Paços de Ferreira confirmar bom arranque na II Liga e derrotar este sábado a Académica, que acabou com Hugo Almeida na baliza, no Estádio Cidade de Coimbra. Equipa já capitaliza estrela de Vítor Oliveira em duelo de candidatos

Paços de Ferreira (despromovido) e Vítor Oliveira (trocou o Portimonense pela equipa que levou à primeira experiência na principal divisão do futebol português, em 1991) voltaram à II Liga. E entraram a todo o gás. A semana passada estrearam-se em casa com um triunfo sobre o Sp. Braga B (2-0, golos de Luiz Phellype, aos 70', e Christian, aos 79'), este sábado começaram a ganhar o jogo em Coimbra muito cedo.

A equipa do mestre Vítor Oliveira (dez subidas da II à I Liga no currículo) acabou por fechar cedo o resultado, com um golo de Uilton, aos 9'. Um mau alívio da defesa academista na linha de meio-campo, a bola sobrou para Wagner, que galgou metros até ficar numa posição privilegiada para assistir Uilton, que marcou já dentro de área.

A Académica terminou o jogo com nove jogadores. Primeiro, lesionou-se William (83'), quando o treinador Carlos Pinto já tinha efetuado as três substituições. Depois, aos 88', o guarda-redes Peçanha viu o cartão vermelho direto por derrubar Fatai fora de grande área.

Para defender as redes avançou o avançado internacional português Hugo Almeida, que se estreou este sábado pelos 'estudantes', no regresso a Portugal. Almeida este sete minutos na baliza (últimos dois minutos regulamentares e cinco de compensação).Três minutos antes, o avançado da Académica Djoussé intercetou um atraso mal medido na retaguarda do Paços de Ferreira, mas ficou sem ângulo de remate e atirou por cima da trave da baliza.

Apesar da pressão da formação da casa, o Paços soube gerir o marcador e acabará esta 2.ª jornada da II Liga no topo da tabela, com duas vitórias.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio Cidade de Coimbra.

Académica 0-1 Paços de Ferreira.

Ao intervalo: 0-1.

Marcador:

0-1, Uilton, 9 minutos.

Equipas:

- Académica: Peçanha, Joel, William, Brendon, Nélson Pedroso, Dias, Guima (Hugo Almeida, 64), Ki (Júnior Sena, 74), Traquina (Marinho, 64), Reko e Djoussé.

(Suplentes: Ricardo Moura, Marinho, Hugo Almeida, Júnior Sena, João Real, Mike e Diogo Ribeiro).

Treinador: Carlos Pinto.

- Paços de Ferreira: Ricardo Ribeiro, Bruno Santos, Marco Baixinho, Marcos Valente, Bruno Teles, André Leão (Vasco, 46), Christian, Pedrinho, Wagner (Barnes, 82), Luiz Phellype e Uilton (Fatai, 72).

(Suplentes: Carlos, André Leal, Barnes, Fatai, Vasco, Júnior Pius e Douglas Tanque).

Treinador: Vítor Oliveira.

Árbitro: Tiago Martins (AF Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para André Leão (19), Guima (27), Wagner (31), Bruno Teles (33), Pedrinho (52), Reko (61) e Vasco (87). Cartão vermelho direto para Peçanha (88).

Assistência: Cerca de 1.500 espetadores.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.