Fernando Santos apela à humildade da seleção frente à Lituânia

O selecionador nacional desvalorizou que a partida desta terça-feira se realize num relvado sintético e lembrou que se trata de "mais uma final" rumo ao Euro 2020.

Humildade. É essa a palavra chave para o selecionador nacional Fernando Santos para o jogo desta terça-feira com a Lituânia, em Vilnius, em partida a contar para a qualificação para o Euro 2020. "Temos de ter muito respeito pelo adversário, sabendo que, do lado contrário, teremos onze jogadores com muita disponibilidade para conseguir o feito de fazer um bom resultado contra Portugal. Contamos com o que o adversário pode fazer, mas temos que estar ao nível deles em termos de humildade e entrega ao jogo", disse.

Nesse sentido, desvaloriza o facto de o jogo se disputar num piso de relva sintética. "Isto é uma final e as finais para ganhar. Não há indicações para meter ou não meter o pé. Temos é de jogar e ganhar. Vamos esquecer as questões do piso, pois se o fizermos estaremos mais perto de ganhar, e acredito que vamos ganhar. Queremos acabar em primeiro no grupo", advertiu.

Fernando Santos considera a Lituânia "uma equipa bem organizada, que procura explorar contra-ataque e o ataque rápido" e que por essa razão "pode causar problemas se tiver espaço para jogar". "Temos de não deixá-los jogar e quando tivermos a bola procurar criar oportunidades para marcar", sublinhou, admitindo que, em relação ao jogo com a Sérvia, será preciso corrigir o excessivo espaço entre os médios e os defesas: "É preciso que as linhas estejam sempre juntas e compactas, conversamos sobre isso, pois tudo é possível corrigir."

O selecionador nacional admitiu entretanto que poderá não contar com Nélson Semedo, que teve de ser substituído no decorrer da segunda parte do jogo com a Sérvia. "Sofreu uma pancada nas partes moles e apresenta muitas queixas. Hoje não vai treinar, vamos ver amanhã. Se não jogar provocará uma alteração, mas não há qualquer problema com isso, pois tenho a máxima confiança em todos os jogadores que tenho à minha disposição", assumiu.

Relativamente ao facto de Cristiano Ronaldo estar à beira dos 90 golos pela equipa das quinas, Fernando Santos sublinhou que "o Importante é que ele continua a registar números enormes". "Não tenho dúvidas de que continuará assim. Quem tem Cristiano tem sempre de potenciá-lo para que faça aquilo que melhor sabe, que é marcar golos. Assim estaremos mais perto de ganhar", frisou.

José Fonte: "Relvado sintético não serve de desculpa"

O defesa-central José Fonte também desvalorizou o facto de o jogo se diputar num relvado sintético, embora tenha admitido que "não é o ideal". "Não vai causar problema porque somos todos profissionais. Já encontrámos campos sintéticos como nas Ilhas Faroé ou em Andorra, onde tivemos sucesso. Temos que nos adaptar rapidamente. Não serve de desculpa e vamos estar preparados", disse.

Sobre a Lituânia, o jogador do Lille admitiu que será "difícil", pois "a Lituânia quer ganhar a uma grande equipa como Portugal, razão pela qual vai haver muita motivação" do outro lado. "A preocupação é igual à de todos os outros jogos. Há que analisar a equipa, que tem os seus pontos fortes e fracos e resta-nos estar preparados para todas as eventualidades. É mais um jogo para vencer."

Questionado sobre os erros defensivos diante da Sérvia, José Fonte admitiu que "ninguém gosta de sofrer golos", mas lembrou que "no futebol há erros". "Se não houvesse erros, não havia golos. O importante foram os três pontos. Todos viram os golos sofridos, sabemos que temos de ser mais fortes nas bolas paradas e que não podemos ter displicência quando estamos por cima do jogo. Vamos concentrar-nos no jogo de amanhã para conseguir mais uma vitória", finalizou.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.