Dyego Sousa é o sétimo naturalizado na seleção portuguesa

Avançado brasileiro do Sp. Braga foi chamado por Fernando Santos para os jogos com a Ucrânia e Sérvia. Atualmente a dar nas vistas pelos golos no Sp. Braga, a sua história em Portugal começou aos 18 anos nos juniores do Nacional da Madeira.

A chamada de Dyego Sousa, avançado brasileiro de 29 anos do Sp. Braga, foi a principal novidade na lista de convocados de Fernando Santos para os jogos com a Ucrânia (22 de março) e Sérvia (25), da fase qualificação para o Euro 2020. O jogador que esta época tem 19 golos apontados ao serviço dos bracarenses (14 na Liga, 1 na Taça de Portugal e 4 na Taça da Liga) é o primeiro naturalizado chamado pelo atual selecionador nacional.

Em toda a história da seleção nacional, Dyego Sousa é o sétimo jogador naturalizado a representar a equipa das quinas. Liedson foi o último a ser chamado, em 2009. Depois há ainda os casos de Pepe e Deco, e ainda dos brasileiros Celso (três jogos na década de 1970) e Lúcio (cinco jogos na década de 1960) e do sul-africano David Júlio (quatro jogos na década de 1960).

Em setembro de 2014, à SIC Notícias, Fernando Santos admitiu não ser muito adepto de convocar jogadores naturalizados. Mas na altura reconheceu haver casos e casos. E Dyego Sousa, é bom lembrar, joga em Portugal desde os 18 anos.

"Por princípio, não sou um ferveroso adepto de jogadores não portugueses, mas há casos e casos. Alguns jogadores estão cá há muito e criam identidade com o país. Deco veio pequeno e foi crescendo como português. Quando há este sentimento é possível, se não, preferencialmente, não. Farei o possível por encontrar uma solução que não seja essa. Não digo desta água não beberei, mas farei tudo para não beber", referiu na altura.

Representar a seleção portuguesa foi sempre um sonho de Dyego Sousa, como admitiu numa entrevista ao MaisFutebol, em outubro de 2018. "É um sonho, sim. Gostaria de ajudar, de contribuir para o bem deste país. Torço, vibro pela seleção portuguesa. Sinto-me mais português do que brasileiro. Estou cá há dez anos, a minha esposa e a minha filha são portuguesas, temos a nossa vida toda cá. É um sonho representar a seleção de Portugal, mas não é fácil. Não depende só de mim. Há muita concorrência, talvez o selecionador dê prioridade a quem nasceu em Portugal. Gostava de jogar pela seleção nacional", disse.

Dyego Sousa chegou a Portugal com 18 anos para representar os juniores do Nacional da Madeira, na temporada 2007/08. Numa altura em que se preparava para subir à equipa principal, uma lesão estragou-lhe os planos e voltou para o Brasil. Voltou ao nosso país em 2010/11 para o Leixões. De Matosinhos rumou a Angola, onde representou o Interclube durante uma época. Depois voltou a Portugal em 2012 e nunca mais saiu.

Jogou no Tondela, Portimonense, quatro épocas no Marítimo até dar o salto para o Sporting de Braga na temporada 2017/18. Na época passada apontou 12 golos em 27 jogos e esta época é uma das referências da equipa, com 19 golos marcados em 33 partidas.

Numa entrevista ao site brasileiro UOL, em fevereiro de 2018, admitiu ter recebido uma proposta do Benfica antes de aceitar o convite do Sp. Braga. E explicou porque recusou. "Foi o Benfica que me ligou, tive uma proposta, mas optei pelo Sp. Braga. No Benfica teria maior concorrência. Jonas, Jiménez, Mitroglou, eram muitos jogadores, que espaço teria eu? Pensei que seria apenas mais um lá. No Sp. Braga sinto-me mais seguro, mais confortável, trata-se de um clube que queria apostar em mim. Até agora, está a dar certo", indicou.

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