De Phelps a Ronaldo. Os 10 maiores feitos desportivos da década

Foram muitos os momentos que marcaram o desporto nos últimos dez anos, mas há alguns que vão perdurar para a eternidade.

A segunda década do século XXI foi recheada de momentos espetaculares no desporto mundial. Vários atletas tornaram-se autênticos ícones pelos que muitos julgavam impossíveis. O Micheal Phelps, Simone Biles, Usain Bolt, Serena Williams e Cristiano Ronaldo entraram para a galeria dos imortais, mas nestes dez anos houve uma goleada que deixou um país em choque e ficou ainda marcada pelo primeiro grande título internacional da seleção nacional de futebol.

O jogo mais longo da história do ténis

Entre os dias 22 e 24 de junho de 2010 disputou-se a partida de ténis mais longa da história. O confronto entre o francês Nicolas Mahut e o americano John Isner durou 11 horas e cinco minutos, num total 980 pontos disputados e 183 jogos. A partida teve de ser interrompida duas vezes devido à falta de iluminação natural, tendo por isso sido disputada ao longo de três dias. No primeiro foram realizados os quatros primeiros sets, no segundo o quinto set foi até ao quinto jogo e durou três horas e no último dia só terminou após uma hora e 14 minutos, quando finalmente Isner venceu o encontro.

Michael Phelps, o rei das Olimpíadas

O dia 31 de julho de 2012 foi mágico para o norte-americano Michael Phelps, considerado o melhor nadador de todos os tempos. Nesse dia ajudou a equipa dos Estados Unidos a vencer a estafeta de 4x200 metros livres dos Jogos Olímpicos de Londres e tornou-se no atleta mais medalhado de sempre na história dos Jogos, superando o recorde de 18 pódios da soviética Larissa Latynina. Só que aquele que ficou conhecido como "Tubarão de Baltimore" não se ficou por aí e quando no dia 13 de agosto de 2016, no Rio de Janeiro, fez a sua última aparição nos Jogos Olímpicos arrecadou a sua 28.ª medalha, das quais 23 de ouro, que fazem dele o rei das Olimpíadas.

A goleada que chocou o Brasil

O Mundial de futebol de 2014 ficou marcado por aquela que é a maior goleada de sempre em jogos entre campeões do mundo. O Brasil, organizador da competição, era humilhado no Estádio Mineirão pela Alemanha, por 7-1, e era eliminado com estrondo nas meias-finais. As lágrimas correram na face dos jogadores e dos fanáticos adeptos brasileiros, que tinham o sonho de reconquistar o título mundial em casa. O dia 8 de julho de 2014 ficou marcado para sempre na história do futebol canarinho como a maior humilhação da nação do futebol.

Ronaldo na história das provas da UEFA

No dia 10 de março de 2015, Cristiano Ronaldo entrou definitivamente para a história ao tornar-se no melhor marcador das competições de clubes da UEFA. Os dois golos que marcou na derrota (2-4) do Real Madrid, frente ao Schalke, no Estádio Santiago Bernabéu, para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. A estrela portuguesa ultrapassou então o espanhol Raúl, que tinha 77 golos, e nos anos seguintes cimentou esse estatuto, contabilizando neste momento um total de 128 golos, mais 14 que o rival argentino Lionel Messi.

Usain Bolt, o melhor de sempre

Nos Campeonatos do Mundo de Atletismo de 2015, realizados em Pequim, na China, o jamaicano Usain Bolt, o homem mais rápido do planeta, alcançou um feito difícil de ultrapassar, pois chegou às 11 medalhas de ouro num total de seis campeonatos e nas especialidades de 100m, 200m e estafeta 4x100m. Mas não se ficou por aqui. É que um ano depois, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, tornou-se no primeiro e único atleta a sagrar-se tricampeão olímpico consecutivo nas mesmas três disciplinas da velocidade. O relâmpago jamaicano tornou-se imortal.

O conto de fadas de Leicester

A época futebolística de 2015/16 ficou marcada por um verdadeiro conto de fadas na Premier League, onde o Leicester, um modesto clube no coração de Inglaterra, superou os milionários orçamentos de Manchester City, Liverpool, Tottenham, Manchester United, Arsenal e Chelsea, e conquistou o seu primeiro título de campeão inglês. Contra todas as expectativas, o que os foxes alcançaram foi uma proeza que muitos julgavam impossível, ainda mais tendo ao comando um veterano treinador, o italiano Claudio Ranieri, que nunca tinha conquistado um título nacional nos vários países onde trabalhou.

Seleção nacional chega à glória

Doze anos depois de ter perdido a final do Euro 2004 em casa com a Grécia, a seleção nacional alcançou finalmente o título de campeã da Europa em 2016. Foi contra todas as previsões, e apesar das críticas, que a equipa das quinas, com três empates na fase de grupos, chegou à fase a eliminar, onde afastou Croácia, Polónia e País de Gales até chegar à final de Paris. Pelo meio, o selecionador Fernando Santos avisou que só regressaria a casa com o título na mão. E assim foi. O golo do improvável Éder no prolongamento deu contornos épicos num jogo em que Cristiano Ronaldo até saiu lesionado na primeira parte. Portugal venceu a França por 1-0 e alcançava a glória.

Serena Williams, a rainha dos Grand Slam

Serena Williams entrou para a história do ténis mundial em janeiro de 2017 quando venceu a irmã Venus na final do Open da Austrália. A tenista norte-americana bateu o recorde que estava na posse da alemã Steffi Graf, atingindo os 23 títulos em singulares no Grand Slam na era moderna da modalidade. Venceu sete vezes em Wimbledon e na Austrália, seis vezes o US Open e três vezes o Roland Garros. Além disso, é ainda quem venceu mais encontros no Grand Salm, entre masculinos e femininos, com um total de 316 partidas ganhas.

Três Champions consecutivas do Real Madrid

O Real Madrid tornou-se na primeira equipa sagrar-se três vezes consecutivas campeão da Europa no novo formato da Liga dos Campeões. Um feito alcançado em 2018 quando venceu o Liverpool, na final realizada em Kiev, por 3-1. No ano anterior tinha vencido a Juventus, por 4-1, em Cardiff, com dois golos de Cristiano Ronaldo, e, em 2017, em Milão, o triunfo foi diante do rival Atlético de Madrid no desempate por penáltis. Um feito difícil de igualar, que acentua o domínio dos merengues nesta prova, uma vez que venceu esta prova em 13 ocasiões.

Simone Biles recordista de medalhas

Simone Biles é já considerada a melhor ginasta da história e este ano, em Estugarda, alcançou um feito inédito ao tornar-se na primeira a conquistar 25 medalhas, das quais 19 de ouro, em Campeonatos do Mundo, superando o bielorrusso Vitaly Scherbo. Entre os títulos mundiais destacam-se os cinco no all-around. Nos primeiros Jogos Olímpicos da sua carreira, em 2016 no Rio de Janeiro, a norte-americana de 22 anos também arrecadou cinco medalhas de ouro e uma de bronze.

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