Bernardo revela que foi Ronaldo que teve a ideia de doar prémio de apuramento

Jogador do City gosta de pensar que é um dos melhores do Mundo e recordou a passagem pelo Benfica, onde espera voltar uma dia... sem ser muito velho.

Foi Ronaldo que teve a ideia de doar o prémio do apuramento para o Euro2020 (que se vai jogar apenas em 2021) ao fundo criado pela Federação para ajudar os clubes não profissionais nesta fase da pandemia da COVID-19. "O Cristiano Ronaldo é muito tranquilo e está sempre pronto a ajudar. Foi ideia dele agora doarmos dinheiro para ajudar os clubes não profissionais. Os jogadores da seleção portuguesa vão dar metade do prémio pelo apuramento para o Euro 2020 e foi ele que teve essa ideia", revelou Bernardo Silva esta segunda-feira, num direto no Instagram com a BRFootball.

Um dos temas da conversa foi o hipotético regresso ao Benfica. "Não quero responder a isso. O que posso dizer é que daqui por um, dois, três anos claramente não voltarei, estou num grande clube no qual tenho muito prazer a jogar. Não quero regressar agora mas também numa altura em que esteja demasiado velho, quero regressar em boas condições físicas para ajudar a equipa, mas não agora", respondeu o internacional português de 25 anos, que saiu do Benfica apenas com três jogos oficiais pela equipa principal, em 2013-14.

Jogar no Benfica era um sonho de miúdo, que se realizou, mas soube-lhe a pouco. "Era o meu sonho enquanto miúdo, era um adepto do Benfica, ia a todos os jogos do Benfica com o meu pai e os amigos. Sempre quis jogar no Benfica. Quando jogava na equipa B com 19 anos não tive essa oportunidade porque o treinador não me queria lá ou porque achavam que não estava capaz de jogar na primeira equipa. Foi uma grande deceção para mim. Fui jogar para o Monaco. Tenho esta lacuna no meu coração e preciso de a preencher, não agora mas quando voltar ao Benfica um dia", afirmou o citizen com contrato até junho de 2025.

Gosta de pensar que é um dos melhores do mundo

Bernardo confessou ainda que gosta de pensar que é um dos melhores do mundo e que todos os dias trabalha para isso. Na votação da FIFA do ano passado para melhor jogador, o ex-Benfica terminou em nono. Questionado sobre se devia ter tido mais pontos, confessou que, para ele, "os prémios individuais não são importantes" e que quer "é ganhar prémios coletivos". E explicou a sua teoria de que os prémios individuais são sempre "subjetivos" e dependem da opinião de justiça que as pessoas têm: "Vou dar um exemplo, o Kun Aguero nunca ganhou um prémio. O Fernandinho fez o ano passado uma época extraordinária e quase não teve votos. Há dois anos o Kevin de Bruyne fez uma temporada extraordinária, ganhou três títulos em Inglaterra e o melhor jogador da Premier League foi o Mo Salah. O ano passado o Sterling fez uma época extraordinária, ganhou tudo em Inglaterra e o melhor jogador foi o Van Dijk..."

O jogador tem brilhado ao serviço do City sob o comando de Guardiola, que não poupa nos elogios ao desempenho do português. No entanto, para Bernardo, nada se compara ao prazer que teve a jogar no Monoco de Leonardo Jardim: "No Manchester City, por exemplo, sabemos tudo: a posição em que devemos estar, para onde devemos correr, a posição dos nossos companheiros... No Mónaco, não. Era o contrário. Éramos um bando de miúdos, com 20, 21, 22 anos, que se divertia imenso a jogar junto. O Mbappé, por exemplo, tinha 17 e 18 anos. No início não era titular e eu comentava com o João Moutinho que aquele miúdo ia ser um jogador extraordinário. Começou a ser titular em fevereiro e fez 30 golos. Isso diz tudo. Desde miúdo que tem um talento incrível."

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