Tenista chinesa desaparecida depois de acusar político de abuso sexual

Shuai Peng fez a denúncia nas redes sociais na semana passada, mas a mensagem foi apagada 20 minutos depois. Há rumores de que pode ter fugido para os EUA com medo de represálias.

A tenista chinesa Shuai Peng, que chegou a ser número 1 mundial na categoria de pares em 2014, e que atualmente ocupa a 191.ª posição do ranking WTA, está desaparecida. A notícia foi avançada pelo jornal francês Le Monde. Peng desapareceu depois na semana passada ter acusado o antigo vice-presidente chinês Zhang Gaoli de abusos sexuais. A mensagem, colocada na rede social Weibo, foi retirada 20 minutos de ter sido colocada.

Peng acusou Zhang Gaoli, de 75 anos, um dos políticos chineses mais importantes entre 2013 e 2018, de a ter forçado a manter relações sexuais em 2018. "Tais acusações de violação afetam pela primeira vez um alto líder político chinês. E o silêncio da jovem desde que o caso se tornou público suscita temores do que se terá passado", escreveu o jornalista Simon Leplâtre, correspondente do Le Monde em Xangai. Uma das versões, contudo, refere que a tenista poderá ter fugido para os Estados Unidos com medo de represálias.

Na longa mensagem, Peng afirmava que estava "muito assustada". "A princípio, rejeitei e estava a chorar". A tenista acrescentou que os dois tiveram um relacionamento contra a sua vontade, até que, recentemente, o político decidiu parar o contacto com ela. Peng afirmou não ter provas, mas acrescentou que a esposa de Zhang sabia. "Mesmo que não seja mais do que atirar um ovo contra uma parede, eu explicarei os factos sobre o que aconteceu", referiu ainda.

A tenista jogou o seu último torneio em fevereiro de 2020, em Doha, antes do início da pandemia.

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