Pichardo é vice-campeão mundial do triplo salto em pista coberta

Atleta português bateu recorde nacional em pista coberta, que era de Nelson Évora, por duas vezes. Ressentiu-se de uma lesão e não fez os últimos dois saltos. É a 14.º medalha de Portugal em campeonatos do mundo indoor.

Pedro Pichardo é vice-campeão mundial do triplo salto, com um salto de 17.46 metros. O português conquistou a prata nos Mundiais de Atletismo de Pista Coberta, em Belgrado, sendo apenas superado pelo cubano Lázaro Martínez, o novo campeão mundial. Bateu o recorde nacional de Nelson Évora (por duas vezes) e estavabeleceu nova melhor marca pessoal indoor, mas ressentiu-se de uma lesão e abdicou dos últimos dois saltos.

É a 14.º medalha de Portugal em campeonatos do mundo indoor, a terceira do triplo salto depois dos dois bronzes de Évora (2008 e 2018). O norte-americano Donald Scott terminou no terceiro lugar, com 17.21. O outro português em prova, Tiago Pereira, ficou em 9.º com a marca de 16.46 metros.

Depois do ouro nos Jogos Olímpicos com um salto de 17.98 metros, todos os olhares estavam virados para Pichardo no triplo salto masculino, apesar de ter como melhor marca indoor 17.36 metros. O concurso começou bem para o português (tirando o facto do cubano Lázaro Martínez ter saltado mais que ele - 17.64 metros, a melhor marca mundial do ano). Saltou 17.42 metros no primeiro ensaio e bateu o recorde nacional em pista coberta que era de Nelson Évora (17.40, nos Mundiais de Birmingham, em 2018).

No segundo salto melhorou a marca pessoal e reforçou o recorde nacional com um salto de 17.46 metros. O terceiro ensaio foi nulo. O quarto foi desastrado (14.94) e saiu a caminhar pela areia, sendo depois captado pelas câmaras a fazer sinal ao treinador (e pai) apontando para o pé enquanto se descalçava, sinal de que algo podia não estar bem. E não voltou a saltar.

Pichardo não quis comprometer a participação dos mundiais ao ar livre (15 a 24 de julho) no Oregon (EUA), a grande aposta para bater o recorde mundial absoluto (18.29 metros), que dura desde 1995. "Já tinha sentido no aquecimento uma coisinha, mas decidi competir. Nos dois primeiros saltos ainda deu para os fechar, sentindo algum desconforto, mas ao quarto ensaio senti que era mais forte e falei com o meu treinador e decidimos parar por ali. E agora, enquanto caminho, vai doendo a cada passo", explicou o campeão Olímpico, "muito focado no verão com mundiais e europeus".

O atleta português tinha contas a ajustar com os Mundiais, depois das pratas ao ar livre, em Moscovo 2013 e em Pequim 2015. Nesse ano, ainda em representação de Cuba, subiu ao pódio ao lado de Nelson Évora (bronze) e Christian Taylor (ouro), mas falhou os Mundiais Indoor de Birmingham, depois de desertar de Cuba e tornar-se português. Hoje foi à procura do ouro, mas voltou a ficar pela prata, agora em pista coberta.

Portugal vai ter ainda hoje mais duas oportunidades para voltar ao pódio em Belgrado, com a participação de Auriol Dongmo na final do lançamento do peso feminino.

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