FC Porto elimina Sporting e garante 32.ª final da Taça de Portugal

Dragões vencem leões, com um golo de Toni Martínez, na segunda mão das meias-finais e carimbam presença no Jamor, onde vão jogar com o estreante Tondela. Porro foi expulso.

E vão 32 finais da Taça de Portugal para o FC Porto (a terceira nas últimas quatro épocas), que ontem eliminou o Sporting. Os dragões venceram os leões, no Estádio do Dragão (1-0), depois de já terem ganho em Alvalade (2-1) e garantiram assim um lugar no Jamor a 22 de maio. Vão jogar com o estreante Tondela e podem conquistar o 18.º troféu. Para já têm 17, tantos como os leões, que assim dizem adeus à Taça, depois de terem dito adeus à revalidação do título.

Tanto barulho para nada. Os castigos a Pepe, Tabata e Matheus Reis - que levaram Sérgio Conceição a dizer que "não vale tudo para ganhar" e Rúben Amorim a responder que há declarações que lhe dão "vontade de rir" - ficaram sem efeito a partir do momento em que o tribunal aceitou o recurso dos jogadores. O capitão portista e o lateral e o avançado leonino ficaram assim disponíveis para o clássico, no campo onde tudo aconteceu a 11 de fevereiro, dia em que Frederico Varandas atacou o reinado de Pinto da Costa. O lugar do presidente do Sporting na tribuna VIP do Dragão ficou vazio, com Varandas a optar por ver o jogo num camarote em vez de se sentar ao lado de Pinto da Costa.

Com Pepe e Marchesín no onze e um golo de vantagem conseguido na primeira mão das meias-finais, em Alvalade (2-1), os dragões começaram o jogo bem organizados e a dificultar a saída apoiada do Sporting, que aos poucos se foi soltando das amarras e criando lances de perigo. Aos 14 minutos chegou mesmo a meter a bola na baliza, mas o lance foi invalidado por fora de jogo de Sarabia. Um momento de raro frisson contra o marasmo do jogo físico, com demasiadas perdas de bola de parte a parte e sem grandes ocasiões de golo - exceção feita ao remate de Zaidu, que aos 38 minutos falhou um golo de baliza aberta, mas de ângulo difícil.

Não surpreendeu por isso que o intervalo chegasse sem golos. O que para o Sporting era uma má notícia, tendo em conta que precisava de marcar dois golos e só ficava com 45 minutos para o conseguir. E sem Slimani as opções ofensivas ficavam reduzidas a Tabata. No regresso dos balneários o Sporting voltou com mais bola, mas era preciso encontrar espaços num FC Porto organizado. Matheus Nunes encontrou esse espaço e ficou perto de inaugurar o marcador, mas Marchesín saiu-lhe ao caminho e impediu que marcasse golo.

Estava feito o aviso, mas Amorim queria e precisava de mais. Tirou Neto e meteu Esgaio, mas não desfez o 3x4x3. Depois tirou Sarabia, para dar lugar a Marcus Edwards e mudou Pedro Gonçalves para a esquerda. Nesse entretanto a equipa de Sérgio Conceição ganhou fôlego através do génio de Vitinha, que em escassos minutos teve duas grandes oportunidades de golo.

À medida que o tempo passava os dragões ficavam mais perto do Jamor e Toni Martínez deu o empurrão que faltava. Mal tinha entrado em campo, o espanhol antecipou-se aos centrais leoninos, recebeu a bola de Pepe e marcou na primeira vez que tocou na bola. Foi preciso esperar pelo VAR para validar o golo, que contou mesmo e lançou a festa nas bancadas, onde estiveram cerca de 48 mil adeptos.

Perto dos 90 minutos Porro teve uma entrada fora de tempo sobre Galeno e acabou expulso, pela primeira vez na carreira. O FC Porto garantiu assim um lugar na final da Taça de Portugal a dias de se poder sagrar campeão nacional - caso faça com o Sp. Braga um melhor resultado do que o Sporting com o Boavista. A dobradinha é assim uma possibilidade.

isaura.almeida@dn.pt

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