Licitador mistério obriga Estrela da Amadora a fazer oferta de 750 mil euros pelo Estádio José Gomes

Ameaça de despejo mantém-se... mas há esperança que a juíza que tem o processo de insolvência do clube autorize a SAD atual a manter-se na Reboleira. No total, a administração de Paulo Lopo ofereceu 2, 25 milhões de euros pelo complexo da Reboleira.

O leilão do Estádio José Gomes, casa do Estrela da Amadora, esta quinta-feira, começou com alguma apreensão. A presença de emissários de um interessado, que não se quis apresentar, para além da SAD liderada por Paulo Lopo, gerou burburinho e algum receio. O recinto foi a leilão por 2, 1 milhões de euros, mas como ninguém bateu esse valor e passou-se depois à fase de ofertas.

A SAD tricolor avançou com uma oferta de 500 mil euros, que foi sendo superada pelo outro licitador mistério até aos 750 mil euros finais pelo estádio e 1, 5 milhões de euros pela parcela do Bingo e do campo de treinos (que foi a leilão por três milhões de euros). No total, a administração da SAD da Reboleira ofereceu 2,25 milhões, valor abaixo do valor mínimo de venda, fixado em 5,1 milhões. Razão pela qual a oferta terá agora de ser analisada pela comissão de credores, que tem 90 dias para apreciar e aceitar ou recusar a oferta.

"Um pouco mais aliviado porque foi feita meia justiça. Espero que as pessoas, o gestor de insolvência e a massa insolvente percebam que as únicas pessoas que têm interesse de resolver o assunto, comprar o estádio e pagar aos credores somos nós, o Clube de Futebol Estrela e o Clube de Futebol Estrela SAD", afirmou, no final, presidente da SAD, Paulo Lopo. "É só meia vitória porque agora terá de ser aprovado pela massa insolvente. Continuo a defender a mesma tese: se este imóvel só interessa ao atual Estrela da Amadora, então sentem-se connosco e negoceiem. Queremos que a massa insolvente seja ressarcida do valor que lhes foi retirado no passado, mas dentro da racionalidade do que é a nossa capacidade", pediu o empresário, revelando que não sabe quem era o outro licitador nem que intenções o moveram.

Sob ameaça de despejo, com efeitos a partir de amanhã, uma vez que o contrato de arrendamento termina hoje e não pode ser renovado, o Estrela da Amadora, tal como o DN noticiou em primeira mão, apresentou um requerimento ao Tribunal de Sintra, que decretou a insolvência do clube em 2009, para poder continuar a usufruir do complexo desportivo, enquanto não houver uma decisão definitiva.

A equipa da II Liga devia apresentar-se amanhã, dia 1 de julho, para a pré-época 2022-23, mas adiou o começo dos trabalhos na esperança de se manter na Reboleira em vez de ir treinar para a Malveira e jogar em Leiria, no Estádio Magalhães Pessoa, a mais de 140 Km de distância. "A minha convicção é que vai imperar o bom senso. Acreditamos na justiça e acreditamos que a juíza irá tomar a decisão mais acertada, no sentido de não prejudicar nem a massa insolvente, nem o Estrela da Amadora. Se assim for, nós estaremos cá. Queremos jogar no Estádio José Gomes e outra coisa não nos passa pela cabeça. Iremos lutar sempre até às últimas consequências para que possamos ter a nossa casa novamente."

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