Sharknado: chegam ao fim os filmes de culto sobre tubarões e tornados

Estreia esta semana o sexto e último capítulo da saga Sharknado, um fenómeno de culto cinematográfico sobre tornados que transportam tubarões que atacam cidades. Do primeiro ao último filme, "foi tão mau que foi bom".

No dia 11 de julho de 2013, quando o canal de televisão norte-americano SyFy transmitiu o original de Sharknado, não podia imaginar que o filme teria tamanho impacto. Só nos 90 minutos da primeira transmissão houve 318,232 tweets sobre o assunto.

E o enredo era basicamente este: uma série de tornados atingem Los Angeles, esses tornados transportam tubarões e esses tubarões atacam os humanos. A partir daí, seguiram-se outras cidades. No final do quinto tomo, os tubarões já tinham atacado o mundo inteiro.

Dias depois da estreia, o realizador Anthony C. Ferrante resumia as coisas assim numa entrevista ao canal ABC: "É uma história que podia ter sido escrita por um miúdo de seis anos. A diferença é que alguns adultos se apaixonaram por ela. E depois as redes sociais trataram do resto."

Na próxima quinta, 23 de agosto, no canal SyFy Portugal, estreia o sexto e último filme da saga. Os números dos cinco capítulos anteriores são impressionantes - cada um deles teve um orçamento inferior a um milhão de euros, mas todos juntos faturaram 750 milhões.

Apesar de concebidos propositadamente para televisão, tiveram direito a sessões especiais nos cinema um pouco por todos os Estados Unidos. Ferrante pôs as coisas assim: "Desde O Ataque dos Tomates Assassinos que um filme de série B não angariava um sucesso tão avassalador."

Não é só a improbabilidade dos tornados transportarem tubarões que está aqui em causa. É também a forma como os heróis resolvem o assunto. Os dois protagonistas são Tara Reid, que já tinha subido ao palco de outra série cinematográfica de grande sucesso, American Pie, e Ian Ziering, o Steve de Beverly Hills 90210.

Aqui eles são April e Fin, que costumavam ser casados. Fin, um ex-surfista que agora é dono de uma loja e se torna num exímio caçador de tubarões. Talvez a cena mais épica aconteça no final do primeiro filme, quando ele é engolido por um enorme tubarão branco e não só se salva a si próprio (abrindo um buraco com uma motosserra no estômago do animal) como ainda consegue resgatar uma rapariga que antes tinha sido engolida - aqui fica um link para a cena, pouco aconselhável a quem se impressione com sangue.

Ao longo de cinco filmes, os tornados carregados de tubarões foram crescendo em geografia e intensidade, ao ponto de destruírem todo o planeta. O que se sabe é que Fin vai agora empreender uma viagem ao passado para resolver finalmente o problema. Na próxima quinta, às 22h15, resolve-se definitivamente a saga que o crítico Michael O'Sullivan, do Washington Post, definiu como o mais engraçado e sangrento culto de uma geração: "Isto foi tão mau que foi bom."

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