Diogo Infante: "Se nos colocarmos no papel do outro, mitigamos muitos problemas"

O famoso questionário Proust respondido pelo diretor artístico do Teatro da Trindade, Diogo Infante

A sua virtude preferida?
Talvez empatia. Se tivermos a capacidade de nos colocarmos no papel do outro,
mitigamos muitos problemas de comunicação, antecipamos soluções e fazemos uma
melhor gestão do tempo e de energia.

A qualidade que mais aprecia num homem?
Não ter receio de ser vulnerável e de estar em contacto com as suas emoções.

A qualidade que mais aprecia numa mulher?
A capacidade de liderar de forma inteligente e sensível. As mulheres têm uma
capacidade inata para a gestão. Estão programadas geneticamente para o fazer.
Precisamos de mais mulheres no poder. Haveria menos guerra.

O que aprecia mais nos seus amigos?
O serem meus amigos. O estarem lá quando é preciso. O não ser preciso muitas palavras
para expressar uma emoção.

O seu principal defeito?
Ansiedade. Tenho pouca paciência para esperar e isso leva-me por vezes a precipitar-me. Tenho que respirar mais...

A sua ocupação preferida?
Estar em cima de um palco a representar um texto maravilhoso perante uma sala cheia.

Qual é a sua ideia de «felicidade perfeita»?
Quando o meu filho me abraça e diz que me ama. Há naquele abraço um mundo de
sentimentos que validam tudo.

Um desgosto?
A perda da minha mãe. Fui privado dela cedo demais.

O que é que gostaria de ser?
Gosto de quem sou. Tenho orgulho no meu caminho e trabalho para melhorar os
meus defeitos. Ser ator permite-me ser muitos outros, mas no fim do dia é bom regressar a mim e sentir-me confortável na minha pele.

Em que país gostaria de viver?
Vivo no melhor de todos.

A cor preferida?
Azul.

A flor de que gosta?
Rosas.

O pássaro que prefere?
Estorninhos.

O autor preferido em prosa?
Tennessee Williams, Paul Auster.

Poetas preferidos?
Sophia de Mello Breyner, Pessoa, Shakespeare.

O seu herói da ficção?
Super-homem.

Heroínas favoritas na ficção?
Ellen Ripley.

Os heróis da vida real?
Aqueles que de forma altruísta dedicam a vida em prole de outros. Os que lutam contras as estatísticas, os resilientes, os sobreviventes.

As heroínas históricas?
Padeira de Aljubarrota.

Os pintores preferidos?
Van Gogh, Paula Rêgo.


Compositores preferidos?
Mozart, Beethoven.

Os seus nomes preferidos?
Afonso, Amélia , Diogo, Catarina.

O que detesta acima de tudo?
A injustiça e a mentira tiram-me do sério. Também não ligo bem com a prepotência e
com o abuso de poder.

A personagem histórica que mais despreza?
Hitler, pelas razões óbvias, mas ultimamente tenho enormes sentimentos de desprezo
por Puttin.

O feito militar que mais admira?
O 25 de Abril. Uma revolução pacífica onde os cravos foram e são um símbolo de
liberdade, democracia e de um novo futuro em Portugal.


O dom da natureza que gostaria de ter?
Gostava de saber cantar bem, mas o que gostava mesmo era de conseguir voar, embora em sonhos por vezes o faça.

Como gostaria de morrer?
A dormir, sem sofrimento. Velhinho e feliz.

Estado de espírito atual?
A nível pessoal talvez na melhor fase da minha vida, mas estou apreensivo com o contexto internacional. A perspetiva de uma nova guerra mundial é assustadora e absolutamente incompreensível.

Os erros que lhe inspiram maior indulgência?
Os feitos por amor. Os bem-intencionados.

A sua divisa?
Carpe Diem.

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