Primeiro Festival Flamenco Atlântico no Porto e em Lisboa

Começa hoje no Porto o Festival Flamenco Atlântico. Ao espetáculo na Casa da Música, seguem-se os na Aula Magna em Lisboa com muitos dos principais nomes desta arte.

A Casa da Música, no Porto, recebe hoje o primeiro espetáculo do Festival Flamenco Atlântico. A Camerata Flamenco Project inicia este evento entre os palcos do Porto e de Lisboa com "Falla 3.0", um ensemble de três músicos com backgrounds musicais diferentes que se juntaram com o objetivo de criar um universo sonoro em torno do flamenco, transversal aos vários estilos e tendências. Uma linguagem contemporânea e de vanguarda, leva-os a interpretar peças musicais de grandes mestres como Satie ou Debussy e colaborar com artistas conceituados como Carmen Linares e J. M. Cañizares.

"Falla 3.0" é uma reinterpretação atual e moderna da peça "El amor brujo", composto pelo mestre espanhol Manuel de Falla, há mais de um século e conta no violoncelo com Jose Luis López, no piano com Pablo Suárez e nos sopros Ramiro Obedman, além da bailarina convidada: Anabel Veloso.

No sábado será a vez de a Camerata Flamenco Project, com Celia Romero, apresentar "Café Cantante" em A Voz do Operário, em Lisboa. A primeira parte conta com a presença do canto de Celia Romero, cantora que começou a dar nas vistas da crítica especializada ainda em tenra idade quando aos 16 anos ganha o Prémio "La Lámpara Minera" do Festival de Cante de Las Minas em La Unión (Múrcia), prémio máximo internacional do flamenco. Na segunda parte, é hora de escutar a sonoridade musical do Camerata Flamenco Project com o seu espetáculo "Falla 3.0", nomeado este ano com dois Grammy Latinos.

A 23, é a vez do piano flamenco na Casa da Música, espetáculo que se repete a 24 na Aula Magna em Lisboa, com Dorantes em "El tiempo por testigo". Dorantes pertence a uma das famílias lendárias da história do flamenco e o artista apresenta o seu mais recente albúm "El tiempo por testigo", celebrando os 20 anos da sua carreira artística.

Ao piano Dorantes, no contrabaixo Javier Moreno, na bateria Javi Ruibal e a bailarina convidada será Leonor Leal.

Em novembro, o flamenco regressa às mesmas salas. A 25 na Casa da Música e a 29 na Aula Magna com Eduardo Guerrero, um bailarino e coreógrafo que pertence à mais recente geração do flamenco e que já demonstrou que o talento é algo inato e que lhe corre nas veias. Além de uma estética contemporânea, possui um profundo conhecimento do flamenco. A crítica destaca a sua técnica e sapateado poderoso, as suas voltas perfeitas e sobretudo, a sua elegância, sendo esta o seu selo de identidade.

Com Eduardo Guerrero no baili, vozes e palmas por Samara Montáñez, Mª del Mar Fernández e Anabel Rivera, guitarras de Javier Ibáñez e Juan J. Alba.

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