Polanski vence prémio de melhor realizador. Atrizes abandonaram a sala

O realizador que esteve ausente da cerimónia devido à polémica causada pelas acusações de violação de que é alvo foi premiado, o que levou atrizes como Adele Haenel, vítima de abusos sexuais por outro realizador, a abandonar a sala, irritada.

Depois da polémica, o prémio. Roman Polanski venceu o prémio César em França de melhor realização pelo filme "Um oficial e um espião", numa cerimónia realizada esta sexta-feira, o que levou várias atrizes a sair da sala em protesto. Segundo Le Monde, cerca de dez pessoas deixaram a sala nesse momento. A realizadora Céline Sciamma, de "Retrato de Uma Rapariga em Chamas", também candidata, seguiu Haenel.

Polanski não esteve presente no evento, a maior noite do calendário do cinema francês, com prémios equivalentes aos Óscares. Alegou que temia pela sua segurança e ainda esta sexta-feira, antes da cerimónia, realizaram-se protestos contra o realizador de origem polaca, com grupos feministas e outros a manifestarem-se.

Na cerimónia, a atriz Adele Haenel , que no ano passado disse ter sido abusada sexualmente quando era adolescente por outro realizador, levantou-se e saiu da sala, com sinais evidentes de descontentamento. Haenel tinha dito que premiar Polanski equivaleria a "cuspir no rosto das vítimas".

Os protestos prosseguiram no final da cerimónia, à porta da sala Pleyel, refere o Le Monde. O filme de Polanski recebeu mais dois César: melhor adaptação e melhor guarda-roupa.

O prémio de Melhor Filme foi para "Les Miserables", de Ladj Ly.

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