L'empire des lumières de Magritte vai a leilão com estimativa de 52 ME

Outra versões do quadro foram vendidas em 2002 e em 1996, avaliadas em 12,6 e 3,5 milhões de dólares, respetivamente. O atual recorde para venda de uma obra de Magritte em leilão é de 26,8 milhões de dólares pagos em 2018 por "Le Principe du Plaisir" ("O Princípio do prazer", em tradução livre) de 1937.

A pintura L'Empire des Lumières, do artista belga René Magritte, vai a leilão a 2 de março, em Londres, com uma estimativa de 60 milhões de dólares (cerca de 52,6 milhões de euros), anunciou a Sotheby's.

Criado em 1961, o quadro é uma das versões a óleo daquela que é considerada a obra mais importante do pintor belga. Magritte criou 27 versões de L'Empire des Lumières (O Império das Luzes, em tradução livre), 17 delas pintadas a óleo.

Esta versão - com 114 centímetros por 146 centímetros - que, segundo os especialistas, tem a vantagem de ter uma grande dimensão. Ainda assim, não parece ser a mais importante, do ponto de vista histórico em relação à primeira versão, datada de 1949. Essa versão da pintura, de dimensões maiores (48,6 por 58,7 centímetros), foi vendida em 2017 por 20,6 milhões de dólares. Segundo os especialistas, o tamanho das obras é um elemento importante a ter em conta no mundo da arte.

Muito influenciado pelo simbolismo dos seus compatriotas William Degouve de Nuncques e Fernand Khnopff, e pela pintura metafísica de Giorgio de Chirico, o pintor René Magritte viria a criar um estilo único na época, procurando a provocação nas suas obras, através da manipulação de conceitos e de imagens quotidianas.

O Leilão de Arte Moderna e Contemporânea da Sotheby´s vai apresentar em março obras que percorrem mais de um século de produção artística, nomeadamente das correntes impressionista, cubista, futurista, surrealista, expressionismo abstrato e pop art.

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