Exéquias de Celeste Rodrigues a partir de amanhã em Lisboa

O velório e o funeral terão lugar em Lisboa, amanhã e sexta-feira, respetivamente. A fadista tinha 95 anos

O velório da fadista Celeste Rodrigues realiza-se na quinta-feira, a partir das 19.00, no Pátio da Galé, na Praça do Comércio, em Lisboa, disse à agência Lusa o neto, Diogo Varela Silva.

O funeral da fadista realiza-se na sexta-feira, a partir das 14.30, em direção ao cemitério dos Prazeres, onde será sepultada no panteão dos artistas, segundo a mesma fonte.

Entre as reações ao desaparecimento de Celeste Rodrigues, que morreu nesta quarta-feira aos 95 anos, o músico Jorge Fernando afirmou que Celeste Rodrigues é uma dessas pessoas que deviam ser eternas, e mostrou-se convicto de que a fadista "continuará a viver na cabeça e no coração das pessoas".

Camané recordou a "vivacidade incrível e contagiante" que a fadista mantinha aos 95 anos.

Luís de Castro, da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, afirmou que a fadista era "senhora de uma voz bonita, tendo desenvolvido, ao longo de uma carreira de mais de 60 anos, as suas extraordinárias qualidades de intérprete".

A essa "capacidade interpretativa não era alheia a sua grande inteligência e interesse por tudo, muito especialmente poesia", acrescentou Luís de Castro, que era amigo da fadista há décadas.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, referiu a "voz única", a alegria, a amabilidade e a forma como Celeste Rodrigues "nunca perdeu a curiosidade de conhecer um mundo em permanente mudança".

"Celeste Rodrigues tinha de facto uma voz única, distinta da voz da sua mãe, distinta da voz da sua irmã Amália, distinta na sua independência, autonomia e sobretudo alegria", lê-se numa mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa.

O primeiro-ministro, por seu turno, elogiou a forma "plena e livre" de estar na vida de Celeste Rodrigues, e disse esperar que a sua voz continue "a inspirar gerações".

Numa mensagem na sua conta oficial do Twitter, António Costa referiu-se à irmã de Amália Rodrigues como "querida amiga", recordando a sua "forma de estar no fado, plena e livre".

O ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, em comunicado, afirmou que a fadista "inspirou gerações de artistas com o seu talento e dedicação", e protagonizou uma "vibrante carreira".

Celeste Rodrigues, nascida no Fundão, a 14 de março de 1923, morreu hoje, em Lisboa, e celebrizou fados como "A Lenda das Algas", "Fado das Queixas", "Noite de Inverno" e "Saudade vai-te embora", tendo, ao longo de uma carreira de 73 anos, pisado os mais diferentes palcos, desde as casas de fado em Lisboa, ao antigo Casino da Urca, no Rio de Janeiro, com a irmã Amália Rodrigues, do Teatro dos Campos Elísios, em Paris, ao Concertgebouw, em Amesterdão, ou ao Queen Elizabeth Hall, em Londres, entre outros.

A fadista era uma "lenda viva", para Madonna, mas foi Argentina Santos a reconhecer-lhe o segredo da sua voz, "uma caixinha de música [que tinha] na garganta".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.