Morreu a atriz brasileira Beatriz Segall

Conhecida por representações em telenovelas como Vale Tudo, O Clone ou Anjo Mau, a atriz tinha 92 anos

Beatriz Segall estava internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde a sua morte foi anunciada nesta quarta-feira sem especificar o que a causou, segundo os media brasileiros.

A atriz brasileira tinha 92 anos e uma carreira de mais sete décadas no teatro e na televisão, da qual se destaca a vilã Odete Roitman que interpretou na telenovela Vale Tudo (1988).

"Até hoje eu sou chamada Odete na rua. Em Cuba me chamaram de Dona Odete", afirmou a atriz, citada pelo G1. "Criou-se um mito, que atrapalha um pouco, de sempre fazer papel de chique, de bem-vestida. Eu queria fazer o papel de uma mulher bem povão, mas o público não aceitou", confessou ainda.

Os seus últimos trabalhos na Globo, onde começou na novela Dancin' days, foram em Lado a lado (2012) e na série Os experientes (2015).

Muitos antes da televisão e do cinema, em que também trabalhou, Beatriz de Toledo, o seu nome de solteira antes de casar com Maurício Segall, estreou-se no teatro em Manequim, de Henrique Pongetti, no Teatro Popular de Arte. Depois de se juntar aos Artistas Unidos, recebeu uma bolsa do governo francês para estudar francês e teatro na Universidade Sorbonne, em Paris, recordava nesta quarta-feira o jornal O Globo.

Teve três filhos, entre eles o realizador Sérgio Toledo. Nos anos 1970, foi responsável pelo renascimento do paulista Theatro São Pedro com o marido Maurício Segall, que acabaria por ser preso e torturado por participar na luta contra o regime militar.

Beatriz Segall estivera já internada no mesmo hospital, mas havia recebido alta no dia 21 de agosto. A data de entrada mais recente no hospital não é conhecida.

O corpo da atriz carioca será cremado amanhã, quinta-feira, em Cotia, São Paulo.

As reações à morte de Segall multiplicam-se:

Ler mais

Premium

DN Life

DN Life. «Não se trata o cancro ou as bactérias só com a mente. Eles estão a borrifar-se para o placebo»

O efeito placebo continua a gerar discussão entre a comunidade científica e médica. Um novo estudo sugere que há traços de personalidade mais suscetíveis de reagir com sucesso ao referido efeito. O reumatologista José António Pereira da Silva discorda da necessidade de definir personalidades favoráveis ao placebo e vai mais longe ao afirmar que "não há qualquer hipótese ética de usar o efeito placebo abertamente".