Exclusivo Body horror para que te quero?

Para além do equação de Cronenberg sobre os horrores e novos caminhos do corpo, muitos filmes são integrados numa designação chamada body horror. É a última tentação de Hollywood e não só.

Será trendy hoje os produtores apostarem no género do body horror - dá sempre a ideia de que se trata de cinema de género "inteligente" ou, no mínimo, com profundidade. Terá sido David Cronenberg a inventar esta variação? Talvez dê jeito acreditar nisso, sobretudo quando muita da imprensa especializada tenha espalhado o termo e glorificar esse terror a partir do corpo. Mas é bem verdade que muito do seu cinema interroga-nos perante os limites do nosso corpo, do prazer à dor. No body horror é do corpo que nasce uma noção do medo. É dentro de nós que pode estar o mal ou uma ideia transformativa. Os melhores filmes deste campeonato são aqueles que deixam perfume de ilusão que um corpo em cinema é uma extensão de um ser diferente, de uma outra possibilidade, mesmo quando por vezes seja todo um processo psicossomático.

Dos cultores do body horror, desde Grave/Raw, em 2016 que Julie Ducournau parece ser uma das pontas-de-lança desta incisão cinematográfica. O ano passado venceu Cannes com um body horror que era um espelho das novas identidades e sexualidades, o "infame" Titane. Sempre assumiu ser fã, fanática e influenciável por David Cronenberg. No recente Festival de Marraquexe disse mesmo que é um dos cineastas fundamentais.

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