Exclusivo Athena. O filme que era para ser sentido no grande ecrã

Após uma passagem no Festival de Veneza que polarizou, Athena chega à Netflix sem cuidados promocionais. É uma obra-prima de Romain Gravas, cineasta ligado ao videoclipe e por isso algo discriminado em França. Um filme que imagina uma rebelião num gueto parisiense.

Primeiro ponto: a seleção oficial na Mostra Internacional da Bienal de Veneza em competição é a vitória de um novo tipo de cinema francês em contraponto com um certo cinema de autor banalizado e de fato e gravata. Segundo ponto: Romain Gravas tem contra si uma evidente campanha de discriminação de certos setores de uma crítica obediente e cheia de lugares-comuns, aquela que ainda insiste que um filme, por ter planos-sequência elaborados ou um cuidado visual e meios, é herdeiro de um olhar de publicidade e videoclipe. Enfim, mesmo não sendo uma obra de cerrar fileiras, Athena é um bom caso para se discutir um novo caminho de cinema de entretenimento com mensagens políticas e sociais, aliás, um pouco como Os Miseráveis, de Ladj Ly já o fazia. Como não há coincidências, este é também um projeto de Ladj Ly, aqui responsável pelo argumento em parceria com Romain Gravas e Elias Belkeddar.

Athena é uma história de uma revolta num bairro periférico da capital francesa. Um grupo de jovens dos subúrbios alia-se e ataca uma esquadra, roubando material de fogo. Em causa estão os protestos face à morte de uma criança do bairro supostamente às mãos de oficiais da polícia.

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