Exclusivo Afeganistão: os filmes de uma tragédia

Para lá da aceleração mediática dos nossos dias, como é que o cinema tem refletido as convulsões da história do Afeganistão? Alguns filmes, entre documentário e ficção, ajudam-nos a perceber os contornos humanos e políticos de uma situação trágica.

Sahraa Karimi é uma cineasta de nacionalidade afegã, nascida em Teerão, em 1983. No dia 15 de agosto, publicou um vídeo no Instagram, filmando-se a si própria, nas ruas de Cabul, fugindo dos locais que os talibãs começavam a ocupar. A ansiedade e o medo da sua caminhada seriam explicitados, no mesmo dia, num outro vídeo colocado no Twitter. Sentada num cadeirão azul, arfante, claramente perturbada, Karimi dirigia-se às "pessoas deste grande mundo" para, em apenas 45 segundos, pedir que "não fiquem caladas", terminando com uma mensagem contundente: "Eles vêm aí para nos matar."

Karimi acabou por conseguir sair do Afeganistão, com a sua família, desembarcando em segurança na capital da Ucrânia, Kiev, graças ao apoio das autoridades ucranianas e eslovacas. Particularmente importante na sua fuga foi a ação de Wanda Adamik Hrycová, presidente da Academia de Cinema e Televisão da Eslováquia, precisamente o país em que Karimi fez os seus estudos - doutorou-se em Cinema na Academia de Música e Artes Performativas, em Bratislava.

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