Astrónomos detetam corpo celeste nunca antes observado

Segundo os astrónomos, o corpo celeste pode ser uma estrela de neutrões ou uma anã branca que terá um campo magnético fortíssimo e está a cerca de 4 mil anos-luz da Terra.

Um grupo de astrónomos detetou um corpo celeste a emitir grandes quantidades de energia que aparece e desaparece do campo de observação num ciclo de algumas horas, algo que dizem nunca ter sido visto antes, foi esta quarta-feira divulgado.

Segundo a equipa do Centro Internacional para a Investigação em Radioastronomia, na Austrália, que fez a descoberta, o corpo celeste, ainda não identificado, pode ser uma estrela de neutrões ou uma anã branca (remanescente de uma estrela) que terá um campo magnético fortíssimo e está a cerca de 4.000 anos-luz da Terra.

"Este objeto apareceu e desapareceu ao longo de algumas horas durante as nossas observações", afirmou, citada em comunicado esta quarta-feira divulgado pelo centro de investigação australiano, a líder da equipa, Natasha Hurley-Walker.

Uma supernova (explosão de uma estrela moribunda) pode aparecer durante alguns dias e desaparecer após alguns meses e uma pulsar (uma estrela de neutrões) emite energia em ciclos de milésimos de segundos ou segundos, mas a emissão de energia num ciclo de horas é um fenómeno que até agora nunca tinha sido observado.

O corpo celeste agora detetado, com o radiotelescópio Murchison Widefield Array, na Austrália, é mais pequeno do que o Sol, muito brilhante e emite ondas de rádio altamente polarizadas, o que sugere que tem um campo magnético extremamente forte.

De acordo com Natasha Hurley-Walker, este corpo celeste "está a converter energia magnética em ondas de rádio de forma mais eficaz do que qualquer coisa vista antes".

O artigo que descreve este objeto do Universo é publicado na edição de quinta-feira da revista científica Nature.

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