O Ministério do Interior francês informou que a polícia matou esta sexta-feira a tiro um suspeito armado que alegadamente planeava incendiar uma sinagoga na cidade de Rouen, na Normandia, norte de França.. O Ministro do Interior francês, Gerald Darmanin, comunicou através das redes sociais que o homem, que estava armado, foi neutralizado e agradeceu aos agentes das forças de segurança "pela reação e coragem".."O homem estava armado com uma faca e uma barra de ferro e aproximou-se dos polícias, que dispararam. O homem morreu", disse à Agência France Presse uma fonte próxima do caso que não foi identificado..“Não é apenas a comunidade judaica que é afetada. É toda a cidade de Rouen que está magoada e em estado de choque”, escreveu o autarca de Rouen, Nicolas Mayer-Rossignol, na rede social X, deixando claro que não havia vítimas além do agressor. .Entretanto, foram abertas duas investigações, uma sobre o incêndio na sinagoga e outra sobre as circunstâncias da morte do indivíduo morto pela polícia, disseram os promotores de Rouen. Tal investigação levada a cabo pela inspeção-geral da polícia francesa é automática sempre que um indivíduo é morto pela polícia..O suspeito ameaçou um polícia com uma faca e este usou a sua arma de serviço, disse o promotor de Rouen. O homem morto não foi imediatamente identificado, disse uma fonte policial..Questionada pela AFP, a Procuradoria Nacional Antiterrorismo disse que está atualmente a avaliar se aceitará o caso..França tem a maior comunidade judaica depois de Israel e Estados Unidos, e a maior comunidade muçulmana da Europa..Houve tensões em França na sequência do ataque de 7 de outubro do grupo militante palestiniano Hamas a Israel, seguido pelo bombardeamento israelita da Faixa de Gaza..Grafitis vermelhos foram pintados no Memorial do Holocausto de França no início desta semana. O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a vandalização, falando em “odioso antissemitismo”. ."A tentativa de queimar uma sinagoga é uma tentativa de intimidar todos os judeus. Mais uma vez, há uma tentativa de impor um clima de terror aos judeus do nosso país. Combater o antissemitismo significa defender a República", escreveu Yonathan Arfi, presidente do Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França (CRIF), na rede social X..França tem sido atingida desde 2015 por uma série de ataques islâmicos que também atingiram alvos judeus. Houve ataques isolados nos últimos meses e o alerta de segurança de França permanece no seu nível mais alto.