O exército russo disse este domingo que conseguiu travar o avanço das tropas ucranianas na região de Kursk, alegando ter já matado pelo menos 1350 soldados desde o início da incursão, na terça-feira. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu, no sábado à noite, a responsabilidade das operações que “empurram a guerra para território do agressor”..Em comunicado, as forças de Moscovo indicaram ter impedido as “tentativas de avanço” de “grupos blindados móveis” ucranianos próximo das localidades de Tolpino e Obshchy Kolodez, esta última a 30 km da fronteira. Os avanços foram travados graças a bombardeamentos e ataques com drones, além do envio das reservas do agrupamento que está destacado para a região de Kharkiv..Um responsável ucraniano disse à AFP, sob anonimato, que a Ucrânia destacou milhares de tropas para a incursão em Kursk, com o objetivo de “desestabilizar” a Rússia. “Estamos na ofensiva. O objetivo é distender as posições do inimigo, infligir o máximo de perdas e desestabilizar a situação na Rússia, uma vez que eles são incapazes de proteger a sua própria fronteira.” E falou de uma oportunidade de elevar o moral “do exército, do Estado e da sociedade”..O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo prometeu, entretanto, uma “resposta dura” à incursão ucraniana, que incluiu um ataque massivo com drones na noite de sábado nas regiões russas de Belgorod e Voronezh. Os “autores destes crimes serão responsabilizados”, indicou a porta-voz do ministério, Maria Zakharova, no Telegram. O autarca de Kursk, Igor Kutsak, disse que pelo menos 13 pessoas ficaram feridas quando os destroços de um míssil ucraniano, abatido pelos russos, atingiu um edifício residencial de nove andares..Noutra frente da batalha, um ucraniano e o filho, de quatro anos, foram mortos perto de Kiev. Um ataque que Zelensky qualificou de “terrorista”, alegando que os russos usaram mísseis de fabrico norte-coreano KN-23. O presidente apelou aos aliados para que tomem “decisões firmes” e levantem as restrições às “ações defensivas” da Ucrânia, referindo-se à proibição da utilização de mísseis ocidentais de longo alcance contra alvos militares dentro do território russo..Com agências