Premium Feminino plural no cinema

Não foi com o movimento #MeToo que o cinema começou a reconhecer e representar a complexidade dos comportamentos sexuais - há muitos filmes "antigos" que falam, pedagogicamente, para o nosso presente.

Michael Dorsey não conheceu os tempos difíceis e perturbantes do movimento #MeToo. Já lá vão 36 anos, quando tentou explicar o seu amor por Julie, dizendo-lhe: "Eu fui um homem melhor contigo, sendo uma mulher... melhor do que alguma vez fui para uma mulher, sendo um homem."

Acontece no filme Tootsie (1982), de Sydney Pollack. Interpretado por Dustin Hoffman, Michael é um ator desesperadamente sem emprego que, num gesto de angústia, se disfarça de mulher a fim de obter trabalho numa série televisiva. O certo é que consegue um papel, deparando com um universo profissional multifacetado: da parte dos homens, recebendo um pouco de tudo, desde a estupidez machista até à inteligência afetiva; entre as mulheres encontrando, precisamente, Julie (Jessica Lange), por quem se apaixona.

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Ricardo Paes Mamede

Foi Centeno quem fez descer os juros?

Há dias a agência de notação Standard & Poor's (S&P) subiu o rating de Portugal, levando os juros sobre a dívida pública para os níveis mais baixos de sempre. No mesmo dia, o ministro das Finanças realçava o impacto que as melhorias do rating da República têm vindo a ter nas contas públicas nacionais. A reacção rápida de Centeno teve o propósito óbvio de associar a subida do rating e a descida dos juros às opções de finanças públicas do seu governo. Será justo fazê-lo?