Premium Gonçalo Byrne: "Enquanto é habitada uma casa nunca está realmente terminada"

Nenhuma geração viveu tal confinamento entre quatro paredes. Opressiva ou reveladora, esta experiência confronta também os portugueses com os problemas das casas que habitam. Para o arquiteto Gonçalo Byrne muitas ilações haverá a tirar da pandemia: pelos profissionais do seu ofício, mas também pelo Estado e pela sociedade civil

Ninguém nos preparara para isto: uma espécie de experiência imersiva e radical nas nossas próprias casas. A solo ou com famílias de dimensão variável, às vezes com um hóspede a quem se alugou um quarto, durante dias inteiros, sem data marcada para o fim. No futuro, escrever-se-ão romances e guiões de filmes sobre isto, mas também tratados de arquitetura.

Quem o diz é Gonçalo Byrne (Alcobaça, 1941), nome grande da arquitetura contemporânea (prémio Valmor em 2000), com obras tão importantes como a torre de controlo do tráfego marítimo do porto de Lisboa, o edifício da sede do governo da província de Vlaams-Brabant em Lovaina (Bélgica), o quarteirão da Império no Chiado ou o Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra, entre muitos projetos que vão desde o planeamento urbano ao desenho de espaço público e de edifícios, desenvolvimento e sustentabilidade.

Ler mais

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG