Rui Rio diz que o PSD "está pior"

Rui Rio só falará sobre uma eventual candidatura sua à liderança do PSD depois das autárquicas

O ex presidente da câmara do Porto Rui Rio afirma que só fará uma declaração sobre uma eventual candidatura à liderança depois das autárquicas

"Se me perguntam se, relativamente a novembro, o PSD está pior, melhor, ou na mesma, eu acho que está pior", afirmou Rui Rio esta quinta-feira, numa conferência do ???????International Club of Portugal, em Lisboa.

Instado, no final, pelos jornalistas, a explicitar esta afirmação, e se este diagnóstico torna mais provável uma candidatura sua à liderança do partido, Rui Rio esclareceu que sobre isso nunca falará antes das eleições autárquicas.

"O que eu acho disso tudo será na altura própria e a altura própria não é nunca antes de 1 de outubro. A 1 de outubro temos umas eleições que para o PSD são particularmente difíceis, aquilo que é a nossa obrigação - de todos os que pertencemos ao PSD - é ajudar a que as coisas fiquem melhor e não pior", afirmou, considerando, de contrário, estaria "não a ajudar mas a prejudicar o PSD".

Antes, um participante na conferência tinha-lhe perguntado se estaria disponível a candidatar-se à chefia do PSD, mas recebeu também uma resposta indireta. "Se estou preparado para assumir a liderança do meu partido? Isso não posso ser eu a responder, têm de ser as pessoas a avaliar isso", disse.

Também em resposta a perguntas da assistência, Rui Rio disse ser "por norma" contra as primárias (abertas a simpatizantes e não só a militantes) para a escolha de candidatos a líderes dos partidos, mas admitiu que pode ser interessante como "medida extraordinária" de abertura à sociedade. "Acho que os sócios do Benfica votam no Benfica e não no Sporting e relativamente aos partidos é a mesma coisa: quem é militante do PSD vota no PSD", explicou.

No entanto, tendo em conta o afastamento das pessoas da política, o ex-autarca admitiu que os partidos possam adotar este tipo de eleição com caráter excecional: "Por exemplo, definir que as próximas duas são abertas [a simpatizantes], ou que de 12 em 12 anos são abertas."

Desafiado a concretizar o que defende em termos de sistema político, Rui Rio apontou um "conjunto de pequenas e médias reformas", que só no seu conjunto poderiam alterar o panorama: alterações na forma de eleição de deputados, de câmaras, dos círculos eleitorais, do regimento da Assembleia da República ou da forma de funcionar das comissões de inquérito parlamentares.

"Só vejo uma reforma que por si só pode consubstanciar uma alteração muitíssimo grande, que é a descentralização com responsabilidade política, a desconcentração", reiterou.

Na sua intervenção, Rui Rio defendeu que, na dimensão política, o problema "não é o Governo de ontem, hoje ou amanhã" mas "o desgaste do regime político", salientando que tem os mesmos 41 anos do que o Estado Novo quando caiu. "Se este regime não está tão desgastado como estava o outro, a verdade é que há uma série de indicadores objetivos de que o regime não está capaz de servir esta sociedade", disse, defendendo alterações de fundo também na Justiça e no Estado.

O ex-autarca e ex-secretário-geral do PSD defendeu que as alterações no sistema político devem ser no sentido de gerar mais governabilidade e prestigiar a política porque "não é sustentável o país continuar como atualmente, em que estar na política já é mais cadastro do que currículo".

Na vertente económica, Rio resumiu as suas ideias numa frase: "Mudar de paradigma é poupar mais, investir mais e exportar mais".

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