Consumos estão a descer, mas Portugal continua no top 3

Relatórios da OMS e OCDE mostram que portugueses estão a beber menos, mas mesmo assim mais do que quase todos os europeus

Os consumos de álcool estão a descer, mas mesmo assim Portugal continua no top 3 dos maiores consumidores per capita entre os países europeus. Segundo o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado no ano passado, Portugal estava em segundo lugar na União Europeia no consumo per capita por bebedor em 2010, com 22,6 litros em média. Um lugar abaixo do que estava em 2005, com 27,5 litros. Olhando para a Europa, há cinco anos ocupávamos a sexta posição e no mundo estávamos no 29º lugar.

"Em 2010, pior ano da crise, os consumos continuaram a diminuir em termos gerais. Todos os indicadores estão a caminhar no mesmo sentido: a tendência é boa. Mas apesar da descida não podemos descansar, porque partimos de padrões muito altos de consumo. Somos os segundos na União Europeia, a 28, em consumo per capita por consumidor", aponta Manuel Cardoso, subdiretor-geral do SICAD.

O número de litros médio e a posição no ranking baixa quando o consumo per capita é dividido pela população em geral acima dos 15 anos. Aí, o número de litros médio em 2010 passa a ser de 12,9 e Portugal torna-se o quarto país mais consumidor da união Europeia. "Quando falamos do total de consumo acima dos 15 anos, temos uma percentagem muito grande que não consome. Aí também estamos nos primeiros lugares. A questão é que os consomem, consomem muito."

Já este ano um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) - com dados referentes a 2012 - revelava que Portugal, num conjunto de 40 países, estava entre os dez maiores consumidores de álcool, com um consumo médio acima dos 11 litros por pessoa por ano: Na lista, Portugal era apenas superado pela Estónia, Áustria, França, Irlanda, República Checa, Luxemburgo, Hungria, Rússia e Alemanha.

Ainda assim um ponto positivo a destacar: estamos também na lista dos países que mais reduziram o consumo de álcool entre 1992 e 2012: menos cerca de 20%. Uma percentagem importante e que mostra uma tendência de decréscimo que parece manter-se, mas ainda assim longe da redução conseguida pela Itália no mesmo período, que segundo o relatório da OCDE, baixou o consumo de álcool em 40%.

O mesmo documento indicava o nosso país como o oitavo da União Europeia com mais mortes relacionadas com o álcool, nomeadamente doenças cardiovasculares, acidentes, alguns tipos de cancro e doenças do fígado, como a cirrose.

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