Há cada vez menos desculpas para não ter um relógio inteligente ou um fitness tracker

A bateria dura pouco, são demasiado caros ou parecem coisas saídas de um filme futurista... as habituais críticas aos smartwatches ou às pulseiras que medem o exercício e as funções corporais fazem cada vez menos sentido. E se a compra de um novo modelo for acompanhada pela adoção de um melhor estilo de vida a sua saúde agradece.

Seja para renovar o gadget que tem no momento no seu pulso, ou para (finalmente) dar o salto para este tipo de tecnologia, este verão de 2022 tem novas excelentes razões para escolher um smartwatch ou uma fitness band.

Algumas marcas escolheram este período para lançar produtos que vão desde o muito sofisticado ao bem económico, mas sem cortar nos serviços.

Em síntese, há um pouco de tudo para quase todos, em vários estilos e funções. Se é daquelas pessoas que ainda não aderiu a este tipo de gadgets inteligentes, seja porque acredita que as baterias nunca duram muito, porque pensa que estas coisas são demasiado techie para si ou acha que são sempre demasiado caros, leia até ao fim. Talvez mude de ideias.

Primeiro, o preço: esta nem chega a 60 euros

Acabada de chegar ao mercado (a 22 de junho), a Xiaomi Smart Band 7 oferece sensores que até há bem pouco tempo só se encontravam nos modelos de topo. Mas por um preço bem reduzido: 60 euros.

Nomeadamente, a Band 7 faz análise de treino profissional VO2 max, que mede a quantidade máxima de oxigénio que os utilizadores podem usar durante o exercício, bem como a oxigenação do sangue (SpO2). Isto para além da agora espectável monitorização cardíaca e monitorização de sono.

A pulseira tem um ecrã de alta resolução AMOLED de 1,62 polegadas, mais de 110 modos desportivos e ainda inclui modos como carga de treino, duração de recuperação e efeito treino, para ajustar a intensidade do exercício para um melhor desempenho.

Com a promessa de que a bateria dura 14 dias e sendo à prova de água, é uma fitness band a ter em conta.

Depois, o estilo: não diga que nada disto lhe agrada!

Também recentemente chegado ao mercado (a 15 de junho) é o smartwatch da Huawei, o Watch Fit 2. Um aparelho de ecrã retangular AMOLED de 1,74 polegadas, elegante, que, entre modelos de caixa e braceletes, permite sete variações diferentes. Isto além das centenas de mostradores que depois pode instalar, analógicos ou digitais. Não encontrar nada ao seu estilo será mesmo difícil.

Com preços a iniciarem-se nos 169 euros, estas propostas da Huawei oferecem serviços de topo, tanto a nível de "relógio inteligente", como de monitorizador de exercício e saúde.

Na primeira vertente, é de destacar o facto de ser possível atender chamadas com o relógio, desde que este esteja próximo do telefone, uma vez que o Fit 2 vem equipado com altifalante e microfone, pelo que funciona como colina de alta-voz Bluetooth para telefonemas. Algo prático para quem faz corrida, por exemplo. Também permite adicionar contactos frequentemente utilizados, de forma a iniciar ligações com maior rapidez.

Na vertente de treino, existem 97 modos -- que incluem dançar e saltar à corda... O GPS promete agora funcionar melhor entre edifícios altos, dentro da cidade, e a nível de monitorização de saúde encontramos todos os sensores que se esperam num topo de gama, incluindo SpO2 e monitorização de frequência cardíaca, o que pode ser útil para evitar problemas como arritmias.

Mas se este Fit 2 ainda lhe parece demasiado techie para o seu gosto, dê uma olhadela na linha Watch GT Series da Huawei. O novo Watch GT 3 Pro (lançado em maio), disponível nas edições Titânio - de 46mm - e Cerâmica - de 43mm -, é um smartwatch cujo design e materiais sugerem plenamente um modelo clássico.

Dentro da caixa, no entanto, há tecnologia que faz medição da frequência cardíaca, monitorização SpO2 e ainda 100 programas de desporto. Os preços começam nos 200 euros.

Por fim, a bateria: como assim não dura nada?

Todos os modelos já mencionados prometem (e, em condições de funcionamento que não sejam abusivos, cumprem) vários dias de autonomia, sem necessitarem de ser carregados. Mas quem nunca utilizou um smartwatch, e está habituado a só ter de trocar a bateria do relógio nas calendas gregas, muitas vezes critica o facto de estes dispositivos terem de estar sempre a ser ligados à corrente.

Dois pontos: primeiro, é algo a que facilmente uma pessoa se habitua, uma vez que o carregamento se faz em poucos minutos; segundo, a autonomia destes relógios está cada vez maior. E há agora até quem tenha encontrado uma engenhosa solução para aumentar a sua duração.

Falamos do Garmin Forerunner 955 Solar, o novo topo de gama daquela que é, reconhecidamente, a marca de smartwatches de referência para quem leva o desporto muito a sério, lançado no início de junho.

Este modelo, que se destaca pelo ecrã tátil always on, pela leitura do estado da variabilidade da frequência cardíaca (HRV) e pelos programas especificamente pensados para quem faz decatlo, corrida, bicicleta, etc., é capaz de carregar a sua própria bateria através da luz solar.

De resto, inclui tudo o que se espera num relógio Garmin, desde o ultra preciso GPS, aos programas que lhe permitem visualizar o percurso que vai fazer, como preparação, incluindo uma previsão do seu desempenho, o tempo que fará no dia da corrida... Isto a partir de 650 euros.

Bem mais barato, mas a prometer uma autonomia de 12 dias -- quase duas semanas! --, é o novo Watch S1 da Xiaomi. Os 180 euros que custa pagam 117 modos de desporto, GPS, monitorização de SpO2 e vigilância melhorada do sono, chamadas por Bluetooth, pagamentos via Mastercard e a assistente de voz Alexa, da Amazon.

Em plena segunda década do século XXI, ainda há alguma razão que o faça hesitar em comprar um instrumento de pulso que o ajude a vigiar de perto a sua saúde e, já agora, seja uma extensão do seu telemóvel? É que, convenhamos, há mesmo cada vez menos razões para não o fazer.

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