Exclusivo Eduarda Abbondanza: "O digital salvou-nos na pandemia, mas não acho que seja de futuro"

A ModaLisboa assinala este ano três décadas de vida. Eduarda Abbondanza fala dos desafios desta edição, guardando para mais tarde uma celebração ao vivo. Este ano, com visão privilegiada para o evento, totalmente online.

Em tempos normais, Eduarda Abbondanza estaria num dos seus fins de semana mais agitados do ano - aquele em que a ModaLisboa tem lugar. Desta vez tudo foi gravado em vídeo e ela é uma espectadora privilegiada. "Tenho assistido às conferências, que nunca podia, e acho as entrevistas muito interessantes". A edição que decorre até domingo é totalmente digital e será "um documento a ver no futuro", diz a presidente da associação que põe de pé este evento há 30 anos. Em outubro, de preferência ao ar livre, celebra-se.

Seria impossível fazer esta entrevista em plena ModaLisboa antes.
Estaríamos num regime diferente. Também estou a assistir à ModaLisboa de outra maneira. Normalmente, vejo com um olhar mais crítico e agudo. Ontem, dia do meu aniversário, tive quatro horas de aulas online [é professora na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa], a Modalisboa a arrancar online e nem pude sair de casa.​

Como foram as reações no primeiro dia [quinta-feira]?​​​​​​
Ainda não tenho esse feedback. Como é tudo gravado, que daqui a um tempo este vai ser um documento de época. Consigo ler nas entrevistas montes de coisas que fazem parte do tempo e do isolamento de cada um de nós. Nunca temos uma ModaLisboa integralmente gravada. Acho que daqui a um ano e meio, iremos olhar para este documento e leremos em cada palavra o momento que passámos.

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