É este ano que vai cumprir a promessa de fazer exercício? Estes relógios ajudam, e muito

A Garmin apresentou dois novos smartwatches que juntam a sua famosa capacidade de monitorização de exercício e saúde com estética e autonomia. Também a chinesa Xiaomi tem uma nova proposta neste sentido.

Ricardo Simões Ferreira
O Garmin Venu 2 Plus inclui um microfone que faz com que seja possível atender chamadas diretamente no relógio.© Garmin

Depois da época das festas, a sua força de vontade para regressar ao exercício físico parece que desapareceu? E que tal vai aquela clássica promessa de passagem de ano de que "é agora que vou inscrever-me num ginásio"? Vá lá, a maioria das vezes, para se conseguir (re)iniciar certas coisas só é preciso a motivação certa e, por muito fútil que isso possa parecer, a compra de um "brinquedo novo" serve frequentemente como razão psicológica para se empreender algo importante, que de outra forma não se faria.

Não é uma questão de frivolidade, é sermos apenas humanos. E se, ao mesmo tempo, o gadget novo ajudar a otimizar a atividade e a nossa saúde geral, melhor ainda.

Este mês foram lançados três novos smartwatches que fazem isso mesmo. Dois, da Garmin, estão mais vocacionados para aqueles que levam o exercício mais a sério e procuram aparelhos que os ajudem a melhorar a performance - ou simplesmente estejam à procura de um "relógio inteligente" de alta qualidade com capacidades de medição de sinais físicos e geoposicionamento muito acima da média.

Outro, da Xiaomi, é definido pelo próprio fabricante chinês como uma "smartband", apesar de se assemelhar a um relógio, podendo ser uma interessante (e barata) porta de entrada para quem está a pensar em começar a entrar neste mundo do exercício monitorizado pela tecnologia.

Localização perfeita. Na Terra e no corpo

Apresentado na feira CES, em Las Vegas, deste ano, o Garmin Venu 2 Plus é um smartwatch completo, com um brilhante ecrã AMOLED, que reúne às funções de relógio "inteligente" praticamente todos os sensores e serviços a que a marca norte-americana especializada em exercício (do amador à alta competição) habituou os seus clientes.

Com 43 mm de diâmetro, o Garmin Venu 2 Plus promete 10 dias de autonomia.© Garmin

Na vertente smartwatch, de destacar o facto de o aparelho incluir um microfone que faz com que seja possível atender chamadas diretamente no relógio desde que este esteja próximo do telefone (para estar ligado por Bluetooth). Da mesma forma, também acede ao assistente digital do smartphone. Isto além de todas as outras funções que se esperam de um aparelho deste género.

Quanto aos serviços ligados à saúde, inclui medição da temperatura da pele, do nível de oxigenação do sangue, da respiração, do stresse e dos ciclos de sono.

Relativamente ao fitness, a marca possui dos sensores e serviços do género mais avançados do mercado, sendo capaz de não apenas medir com um elevado grau de precisão todo o movimento do corpo, como a sua localização, dado o muito exato GPS incluído no relógio.

Onde é bem patente tudo isto - incluindo a beleza do ecrã dentro da caixa de 43 mm - é nos mapas dos músculos trabalhados durante as sessões de exercício, ou nos guias animados para ioga e pilates. O sistema consegue saber que zonas do corpo estão a ser exercitadas.

Outro dos argumentos a seu favor é a autonomia: 10 dias entre cargas, desde que use o GPS menos de duas horas apenas por dia e não utilize a opção de ter o ecrã sempre aceso. O Venu 2 Plus está já disponível em Portugal. No site da marca custa uns 450 euros.

O Garmin Vívomove Sport é um relógio discreto que mal parece "inteligente": Mas é bem potente.© Garmin

Um híbrido para quem quer mexer-se mais

Outro lançamento da CES deste ano foi o Garmin Vívomove Sport. Trata-se de um híbrido que se distingue pelo estilo - um relógio analógico francamente bonito, em verde menta, preto, prateado ou pêssego -, com ecrã tátil que mostra sob os ponteiros os dados de fitness e de saúde.

O Garmin Venu 2 Plus está disponível em quatro cores.© Garmin

Inclui monitorização de batimento cardíaco, oxigenação do sangue e stresse, bem como estimativa da idade biológica. E monitoriza o sono, como praticamente todos os aparelhos deste género. Anuncia cinco dias de autonomia de bateria que, claro, serão menos consoante a maior ou menor utilização do GPS integrado.

Sendo um aparelho de "entrada", tem um preço de 180 euros no site da marca. Mas tanto em aspeto como em qualidade de fabrico e serviços parece custar mais. Para quem está a pensar em começar a levar o exercício um pouco mais a sério, mas acha os smartwatches demasiado tech, esta é sem dúvida uma belíssima opção.

Para quem vai (finalmente) saltar do sofá

Também lançada este mês foi a Xiaomi Redmi Smart Band Pro. Apesar de parecer um smartwatch é mais uma smartband para medição de exercício.

A Xiaomi Redmi Smart Band Pro tem um preço de 60 euros.© Xiaomi

De destacar um brilhante ecrã de 1.47 polegadas AMOLED, que é always on. Faz monitorização de batimento cardíaco e de oxigenação no sangue e ainda consegue detetar automaticamente início da atividade física (passadeira, corrida ou caminhada ao ar livre).

A sincronização com o telefone permite receber as notificações principais do mesmo no pulso. Com um preço de 60 euros e uma autonomia anunciada de 14 dias em modo "de uso típico", é sem dúvida um aparelho a ter em conta para quem quer começar o ano num registo de vida mais saudável.