Marie Laforêt. Morreu a cantora dos olhos dourados

A cantora e atriz Marie Laforêt morreu no sábado em Genolier, Suíça, aos 80 anos, tendo participado em dezenas de filmes e vendido mais de 35 milhões de discos.

A carreira de Marie Laforêt começou no cinema, em 1960, e três anos depois começou a gravar. Durante anos foi uma estrela, mas pouco a pouco afastou-se das luzes da ribalta e dedicou-se a outras atividades, como a escrita e o mercado da arte.

De seu nome verdadeiro Maïténa Doumenach, a cantora e atriz nasceu em 5 de outubro de 1939 em Soulac-sur-Mer, a cem quilómetros de Bordéus, filha de um empresário. Aos 3 anos foi violada por um vizinho, revelou 35 anos depois. "Sem essa violação eu não teria feito um trabalho público contrário à minha timidez natural. Eu escolhi uma profissão de escape", explicou.

Apaixonada pelo teatro, já estudante em Paris, venceu uma audição de atrizes em 1959, deixando para trás a ideia de ser uma carmelita.

Um ano depois, estreou-se no cinema ao lado de Alain Delon (creditada como Marge Duval) em À Luz do Sol, de René Clément e, em 1961, em Saint-Tropez Blues, de Marcel Moussy, e ainda nesse ano em La fille aux yeux d'or, de Jean-Gabriel Albicocco, com quem se casaria.

Par de Jean-Paul Belmondo

Participou, entre outros filmes, em Páscoa Feliz e Polícia ou Ladrão, ambos de Georges Lautner, Caça ao Homem, de Édouard Molinaro, Os Destemidos, de Henri Verneuil, todos a contracenar com Jean-Paul Belmondo.

Em 1965 demonstrou como realçava a beleza dos olhos.

Fez de rainha em O Pequeno Polegar, de Michel Boisrond, foi nomeada para o César para o meçlhor papel secundário em Fucking Fernand, de Gérard Mordillat e dançou em Tangos, o exílio de Gardel, de Fernando Solanas, filme premiado pelo júri do Festival de Veneza em 1985.

Também participou em séries de televisão como a produção italiana O Polvo.

Em 1963, o seu primeiro single, Les vendanges de l'amour foi um sucesso, bem como os temas seguintes Ivan, Boris et moi, Il a neigé sur Yesterday (homenagem aos Beatles), Viens sur la montagne, Marie douceur, Marie colère, Que calor la vida.

É considerada uma pioneira na world Music, ao inspirar-se no folclore americano e europeu.

No final dos anos 60 começou a afastar-se do mundo da música. "Não tenho voz, tenho timbre", disse uma vez. Virou-se para a escrita e, já a viver em Genebra, abriu uma galeria de arte.

Em 1994, foi lançada uma compilação das suas músicas em quatro volumes, cobrindo 30 anos de carreira.

As causas da morte da intérprete de Viens, viens não foram divulgadas.

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