Vamos ver um buraco negro. Cientistas mostram quarta-feira o retrato inédito

Em cinco línguas diferentes, em sete cidades de todo o mundo, sete conferências de imprensa simultâneas poderão mostrar pela primeira vez uma imagem de um buraco negro.

A revelação acontecerá às 14:00 desta quarta-feira, hora de Lisboa, em inglês - a partir de Bruxelas, na Bélgica, e Washington, EUA -, em dinamarquês desde Lyngby, em espanhol a partir de Santiago do Chile, em mandarim desde Xangai (China) e Taipei (Taiwan), e em japonês, a partir de Tóquio.

A essa hora, nestes sete pontos do mundo, cientistas divulgarão os primeiros resultados do projeto internacional do Telescópio Event Horizon (EHT, na sigla em inglês), onde todos esperam que se possa observar a primeira imagem de um buraco negro, um dos maiores mistérios do Universo.

A simultaneidade das sete conferências de imprensa, anunciadas pelo projeto Event Horizon, aumentou a expectativa junto das comunidades científicas e da comunicação social sobre o que será divulgado. Na informação divulgada apenas se fala num "resultado inovador do projeto do EHT".

Desde há muito, apresenta-se o EHT, que "um objetivo na astrofísica é observar diretamente o ambiente imediato de um buraco negro", neste caso no centro da Via Láctea, aquela que é a nossa galáxia.

De acordo com a explicação do site oficial do EHT, o projeto - que envolve cerca de 200 pessoas - liga os telescópios existentes com novos sistemas. O EHT "cria um instrumento fundamentalmente novo, com poder de resolução angular que é o mais elevado possível da superfície da Terra".

O telescópio tem sido usado para medir o tamanho das regiões de emissão de dois buracos negros supermaciços: Sagitário A, no centro da Via Láctea, e M87 no centro da galáxia de Virgo A. A expectativa é que esta quarta-feira se possa ver uma primeira imagem eventualmente de um destes buracos negros.

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