Sarampo aumentou 30% em todo o mundo

Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado nesta quinta-feira, revela que doença está a aumentar desde 2017, registando 6,7 milhões de casos, mais de 30% do ano anterior.

A OMS tem lançado vários alertas aos países em que a taxa de sarampo está a aumentar à medida que as taxas de imunização vão diminuindo também. Os EUA são um desses países, mas o último alerta vai para o mundo inteiro. Isto porque, segundo a OMS, o sarampo aumentou em 2017, tendo-se registado 6,7 milhões de casos, mais 30% do que no ano anterior.

Num relatório divulgado nesta quinta-feira, a OMS alerta para o facto de os casos registados na Europa terem triplicado entre 2017 e 2018, para quase 83 mil. Referindo que um dos países com maior subida foi a Ucrânia, onde as taxas de vacinação contra o sarampo, papeira e rubéola caiu 31% em 2016.

O que começou com surtos isolados em só algumas cidades dos Estados Unidos da América ou de países europeus está a estender-se agora a todo o mundo, devido às viagens entre continentes e à desinformação que ainda existe sobre vacinação, sublinha a organização.

Segundo o New York Times, desde o início deste ano, 55 crianças, com menos de quatro anos, morreram de sarampo no hospital de Manila. Mas há registo também de surtos em Israel e em comunidades judaicas ortodoxas, no Brooklyn, EUA. Em ambos os surtos, as autoridades de saúde atribuíram a origem dos casos ao turismo para zonas onde ainda há crianças não vacinadas.

A BBC noticiava também haver um grave surto de sarampo, com 50 casos confirmados, no Condado de Clark, que inclui Vancouver e os subúrbios de Portland.

Os legisladores do Estado de Washington já propuseram um projeto de lei que eliminasse a capacidade dos pais de reivindicar isenções filosóficas quando não vacinam seus filhos. A governadora do Oregon, Kate Brown, também já disse esta semana que gostaria de reforçar as regras de imunização para evitar futuros surtos.

Washington e Oregon estão entre os 18 estados que permitem que os pais reivindiquem a isenção na vacinação. No entanto, em Washington, houve uma corrida louca para vacinar as crianças, desde o início do surto.

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Ferreira Fernandes

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