Pessoas com mais de 65 anos partilham mais notícias falsas no Facebook

Análise a 1750 perfis revelou que 8,5% dos utilizadores da rede social partilharam notícias falsas durante a última campanha eleitoral norte-americana.

Durante as presidenciais de 2016 nos Estados Unidos, de que saiu vencedor Donald Trump, os cidadãos com mais de 65 anos foram quem publicou mais notícias falsas na rede social Facebook, independentemente da classe social, do género, da etnia, da educação ou da quantidade de publicações feitas. Esta é a principal conclusão de um estudo da revista Science realizado por investigadores das universidades de Nova Iorque e Princeton.

A análise feita a 1750 perfis revelou que a maior parte dos utilizadores do Facebook não publicou notícias falsas. No total, foram encontradas partilhas pró-Donald Trump com conteúdos que os investigadores denominaram como notícias falsas em 8,5% das contas. Cerca de 18,1% dos ​​​​​​utilizadores que republicaram conteúdo de um dos 21 sites sinalizados pelos investigadores eram republicanos, o partido do presidente dos Estados Unidos, e 3,5% eram democratas.

Quem partilhou mais notícias falsas - pessoas com mais de 65 anos - publicou mais do dobro do que a faixa etária de 45 a 65 anos e cerca de sete vezes mais do que a geração de 18 a 29 anos.

Por outro lado, quem partilhou menos notícias falsas foi quem mais utilizou a rede social. Segundo os investigadores, pessoas que partilham mais conteúdo revelaram-se mais informadas e mais capazes de distinguir entre o verdadeiro e o falso.

"Como a maior geração da América se aposenta num momento de mudanças demográficas e tecnológicas, é possível que uma faixa inteira de americanos, agora com mais de 60 anos, não tenha o nível de alfabetização em média digital necessário para garantir a confiabilidade e determinar a confiabilidade das notícias encontradas online", escreveram Andrew Guess, Jonathan Nagler e Joshua Tucker, os autores do estudo.

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